A Academia Cearense de Economia acompanha, com serenidade e vigilância, os episódios que, no curso da jornada democrática brasileira, envolvem membros do Supremo Tribunal Federal, cúpula do Poder Judiciário e guardião da Constituição Federal. Não nos atemorizamos diante do momento, nem nos curvamos a pressões de qualquer origem. Oferecemos nosso apoio ao pleno e transparente deslinde desses acontecimentos, na convicção de que o País sairá deles mais forte, e mais consolidado em sua democracia, em sua independência e em sua soberania.
Jamais se confundam os erros, as ambições e os interesses que qualificam a natureza humana com as instituições de uma nação continental, de riqueza e beleza inigualáveis. Homens passam; a Constituição permanece. Instituições são obra de gerações e patrimônio de todos.
Há aqui, também, uma razão econômica que não podemos calar. Nenhuma pujança se ergue sobre terreno instável: a segurança jurídica é o alicerce do contrato, o contrato é o alicerce do investimento, e o investimento é o pão e o futuro do trabalhador brasileiro. Quando as instituições se firmam, o crédito se alonga, a poupança se converte em obra, e o Brasil desperta como potência global de estatura muito maior. A confiança é, antes de ser um sentimento, um fator de produção.
A integridade e o ethos da sociedade brasileira haverão de encontrar a sabedoria, a inteligência e os líderes com coragem para enfrentar as adversidades da hora. Aos interesses espúrios, o nosso repúdio; à força varonil do Brasil, a nossa confiança lúcida e inteligente.
Celio Fernando Bezerra Melo, Presidente da Academia Cearense de Economia