Emendas parlamentares terão R$ 44,8 bi no Orçamento de 2027

governo e orçamento
Governo reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares no Orçamento de 2027, valor que pode aumentar durante a tramitação no Congresso. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O governo Luiz Inácio Lula da Silva reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira. O valor representa aumento de R$ 4 bilhões em relação aos R$ 40,8 bilhões previstos na proposta para 2026.

Ainda assim, o montante pode aumentar durante a tramitação do Orçamento de 2027. Isso porque o governo reserva, inicialmente, os recursos destinados às emendas de execução obrigatória. Já as emendas que não possuem essa característica dependem da definição de espaço orçamentário pelo Congresso.

Na prática, portanto, o valor aprovado pelos parlamentares pode ficar acima do previsto pelo Executivo. Em 2026, por exemplo, o governo propôs R$ 40,8 bilhões para as emendas, mas o Congresso elevou o montante aprovado para aproximadamente R$ 50 bilhões.

Como funcionam as emendas parlamentares

As emendas parlamentares permitem que deputados e senadores indiquem a aplicação de parte dos recursos públicos. Dessa forma, os valores podem ser direcionados para obras, serviços e aquisição de equipamentos e materiais, principalmente em estados e municípios que integram as bases políticas dos parlamentares.

Atualmente, existem três modalidades principais: emendas individuais, de bancada e de comissão. Cada uma possui regras específicas para definir quem indica os recursos e como eles podem ser aplicados.

As emendas individuais são distribuídas de forma igual entre os deputados e senadores. Já as emendas de bancada são definidas pelo conjunto de parlamentares de cada estado. Por outro lado, as emendas de comissão têm sua destinação estabelecida pelos colegiados temáticos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Execução obrigatória concentra maior volume

Entre as três modalidades, as emendas individuais e de bancada possuem execução obrigatória. Isso significa que o governo deve liberar os recursos, desde que não exista algum impedimento de natureza técnica ou outra condição prevista nas regras orçamentárias.

As emendas de comissão, por sua vez, não têm execução obrigatória. Mesmo assim, o Poder Executivo costuma liberar esses recursos como parte das negociações políticas com o Congresso.

Assim, o aumento previsto no PLOA de 2027 ocorre em um cenário no qual o Congresso Nacional mantém papel relevante na definição da aplicação de parte do Orçamento. Além disso, a experiência de 2026 indica que o valor final das emendas pode superar a cifra inicialmente apresentada pelo governo.

O texto do PLOA ainda será analisado pelos parlamentares e poderá sofrer alterações antes da aprovação do Orçamento definitivo para 2027.

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