EUA ampliam superávit comercial com o Brasil para US$ 9,4 bi

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Superávit comercial dos EUA com o Brasil alcança US$ 9,4 bi no 1º semestre. País segue entre os principais compradores de produtos dos EUA. (Foto: Magnific)

Os Estados Unidos registraram superávit comercial de US$ 1,7 bilhão com o Brasil em junho, valor 40% superior aos US$ 1,2 bilhão contabilizados em maio. Com isso, o saldo positivo para os norte-americanos chegou a US$ 9,47 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Os dados são do Bureau de Análise Econômica (BEA) e mostram que a relação comercial entre os dois países permaneceu aquecida, apesar das políticas comerciais mais restritivas adotadas pelos Estados Unidos.

Brasil amplia compras de produtos norte-americanos

As exportações dos Estados Unidos para o Brasil somaram US$ 4,84 bilhões em junho. Entre janeiro e junho, o total alcançou US$ 26,56 bilhões.

Com esse resultado, o Brasil passou a ocupar a 13ª posição entre os principais destinos das exportações norte-americanas.

Por outro lado, as importações de produtos e serviços brasileiros pelos Estados Unidos totalizaram US$ 3,13 bilhões em junho. No acumulado do semestre, o valor chegou a US$ 17,08 bilhões.

Assim, o Brasil aparece na 17ª colocação entre os países que mais exportam para o mercado norte-americano.

EUA reduzem déficit comercial global

Além do desempenho da relação com o Brasil, o BEA informou que o déficit comercial total dos Estados Unidos caiu 5,6% em junho, para US$ 73,3 bilhões.

Entre os maiores superávits comerciais registrados pelos EUA no mês estão Países Baixos (US$ 7,2 bilhões), América do Sul e Central (US$ 5,6 bilhões), Hong Kong (US$ 3,2 bilhões), Suíça (US$ 2,9 bilhões), Reino Unido (US$ 2,2 bilhões), Singapura (US$ 1,8 bilhão), Arábia Saudita (US$ 1,8 bilhão), Brasil (US$ 1,7 bilhão) e Austrália (US$ 1,3 bilhão).

China, México e Vietnã lideram déficits

Enquanto ampliaram o superávit com o Brasil, os Estados Unidos continuaram registrando déficits expressivos com alguns parceiros comerciais.

O maior saldo negativo ocorreu com o Vietnã, em US$ 23,65 bilhões. Em seguida aparecem México (US$ 21,34 bilhões), Taiwan (US$ 15,81 bilhões) e China (US$ 15,58 bilhões).

Dessa forma, os números mostram que o Brasil segue como um dos mercados mais relevantes para as exportações norte-americanas, mesmo em um cenário de mudanças na política comercial dos Estados Unidos.

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