O mercado de investimentos imobiliários no Brasil movimentou cerca de R$ 4,84 bilhões no 2º trimestre de 2026, registrando 28 transações, conforme consultoria do Market Beat de Investimentos da Cushman & Wakefield.
A estimativa apresentou um número maior de transações individuais em relação ao trimestre anterior, que assinalou 25 operações. Contudo, constatou-se um ritmo menor de alocação, no qual no mesmo período do ano passado pontuou R$ 8,3 bilhões.
Como resultado, o segmento industrial consolidou a posição de liderança, correspondendo por 61% do volume financeiro negociado, além de 96% da área total transacionada, contabilizando cerca de R$ 2,9 bilhões.
Ao passo que no primeiro trimestre do ano, o volume industrial alcançou o volume de R$ 3 bilhões.
Além disso, de acordo com o relatório, a conjuntura evidencia o grau de continuidade da seletividade por parte dos investidores.
O Diretor Geral da Cushman & Wakefield, Daniel Battistella, realça que o panorama revela que o investidor prioriza ativos resilientes e fluxo de caixa consistente.
“Se no 1º trimestre observamos grandes transações concentradas, o segundo mostrou um mercado com maior capilaridade, mantendo a disciplina na precificação e a busca por fundamentos operacionais sólidos”, afirma.
Detalhes do 2º Trimestre:
- Volume financeiro: R$ 4,84 bilhões
- Número de transações: 28
- Área transacionada: 879.321 m²
- Preço médio: R$ 4.105/m²
- Cap rate médio: 9,51% ao ano
Desempenho por segmento (volume financeiro)
– Industrial: Manteve-se como pilar central, com R$ 2,9 bilhões no 2T26 frente aos R$ 3,0 bilhões do 1T26.
– Office: Registrou R$ 530,7 milhões no 2T26, frente ao volume de R$ 3,8 bilhões verificado no 1T26.
– Retail: Apresentou crescimento de volume, movimentando R$ 1,4 bilhão no 2T26, em comparação aos R$ 1,3 bilhão do trimestre anterior.