O mercado global de cibersegurança deve alcançar cerca de US$ 240 bilhões em 2026, o que representa um crescimento superior a 12,5%. A expansão acompanha o avanço da inteligência artificial (IA), que amplia a adoção de sistemas autônomos nas empresas e cria novas demandas por proteção digital.
Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o uso crescente de agentes inteligentes torna os ambientes corporativos mais complexos e exige investimentos contínuos em segurança.
De acordo com o especialista, as empresas precisam reforçar o controle de acessos, proteger informações sensíveis e ampliar o monitoramento de ameaças para acompanhar a evolução tecnológica.
IA amplia desafios para a segurança digital
A adoção de copilotos e agentes autônomos baseados em inteligência artificial aumenta o número de pontos vulneráveis dentro das organizações. Em consequência, cresce a chamada superfície de ataque, formada pelos sistemas e dispositivos que podem ser explorados por criminosos virtuais.
Ao mesmo tempo, a IA também fortalece a própria defesa cibernética. Hoje, tecnologias inteligentes já automatizam atividades como prevenção de ataques, detecção de ameaças e resposta a incidentes.
No entanto, Spiess avalia que essas aplicações representam apenas uma parcela do mercado.
Segundo o analista, áreas como gestão de identidade, segurança em nuvem, proteção de dados, redes e dispositivos devem ganhar ainda mais relevância à medida que os ambientes digitais se tornam maiores, mais conectados e mais complexos.
Investimentos devem acelerar nos próximos anos
A expectativa é que a IA baseada em agentes responda por cerca de 15% dos orçamentos globais de cibersegurança até 2029, quase três vezes mais do que a participação atual.
Hoje, os investimentos em segurança digital representam aproximadamente 4% dos gastos totais com tecnologia da informação. Na avaliação de Spiess, esse percentual ainda oferece amplo espaço para crescimento, especialmente porque empresas de diferentes setores ampliam a digitalização de processos e a adoção de inteligência artificial.
BDR é alternativa para investir no setor
Para investidores interessados em acompanhar esse movimento, Matheus Spiess destaca o BDR BBUG39, que replica, na bolsa brasileira, o ETF Global X Cybersecurity.
Segundo o analista, o fundo reúne empresas que atuam globalmente em defesa digital, possuem receitas recorrentes e incorporam inteligência artificial em seus modelos de negócio.
Além disso, o ETF oferece exposição a um segmento que tende a ganhar importância à medida que governos e empresas reforçam investimentos para proteger dados, infraestruturas e operações digitais.
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