Análise realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), na semada passada, aponta que no Brasil, o Sistema Financeiro Nacional (SFN), permanece sólido e resiliente mesmo diante de cenários econômicos e financeiros adversos.
As causas convergem para a expansão da digitalização, o surgimento de novos participantes financeiros, o fortalecimento dos mercados de capitais e a modernização regulatória.
Além disso, fator preponderante, conforme a pesquisa, o papel desempenhado pelo Pix na transformação dos meios de pagamento do país, ressaltando o papel da infraestrutura aplicada no segmento.
A conjuntura é resultado do Financial System Stability Assessment (FSSA), relatório elaborado no âmbito do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (Financial Sector Assessment Program – FSAP), do FMI.
Ou seja, a constatação examinou a estrutura, a capacidade de resposta e os mecanismos de supervisão do sistema financeiro brasileiro. Antes desta configuração, a FSAP efetuou o diagnóstico em 2018.
Em conclusão, o chefe da Secretaria de Governança, Articulação e Monitoramento Estratégico do Banco Central (BC), Enrico Ximenes, enfatiza que o circuito confirma a robustez do sistema financeiro brasileiro.
“E reconhece avanços importantes alcançados desde a última avaliação, especialmente em inovação, inclusão financeira e fortalecimento regulatório”, realça.
Contudo, Enrico reforça que o relatório apresenta recomendações ‘valiosas’ para o aperfeiçoamento contínuo da supervisão e também da estabilidade financeira nacional.
“Contribuindo para que o país siga preparado para enfrentar os desafios de um sistema em rápida transformação”, pontua.
Avaliação do sistema bancário
No que tange ao monitoramento do sistema bancário brasileiro, o estudo salienta que testes analíticos de pressão indicam que as instituições mantêm capacidade de absorver perdas mesmo em cenários severos de deterioração econômica.
Nesse ínterm, o relatório conclui que os bancos mais em evidência do país apresentaram reduções nos respectivos indicadores de capital em situações extremas, permanecendo acima dos requisitos regulatórios mínimos.
Além disso, a análise também aponta que os riscos de liquidez seguem administráveis e que o setor de seguros demonstra, de forma geral, capacidade para enfrentar choques relevantes.