Economia criativa cresce acima da média e movimenta R$ 393 bi

economia criativa, sesi e minc
Economia criativa cresce acima da média nacional, movimenta R$ 393,3 bilhões e amplia participação no mercado de trabalho brasileiro. (Foto: Envato Elements)

A economia criativa ampliou sua participação no mercado de trabalho brasileiro e manteve crescimento acima da média da economia nacional. Dados do Observatório Itaú Cultural, da Fundação Itaú, mostram que os segmentos criativos expandiram os postos de trabalho em 4% em 2023, enquanto o conjunto da economia registrou alta de 2%.

Ao longo do ano, o setor criou 577 mil postos de trabalho, impulsionado por atividades como moda, artesanato, audiovisual, música, desenvolvimento de software, jogos digitais e serviços de tecnologia.

Setor movimenta R$ 393,3 bilhões

Além do avanço no emprego, a economia criativa reforçou seu peso na atividade econômica brasileira. Segundo estimativas, a produção da indústria criativa alcançou R$ 393,3 bilhões em 2023.

Dessa forma, o setor passou a representar 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, consolidando sua relevância para a geração de riqueza.

A expansão reflete o crescimento de atividades baseadas em criatividade, conhecimento, inovação e desenvolvimento tecnológico.

Economia criativa reúne cultura, tecnologia e inovação

A economia criativa engloba diferentes segmentos produtivos. Entre eles, estão audiovisual, música, design, arquitetura, publicidade, moda, artes, tecnologia da informação e pesquisa e desenvolvimento.

De acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa 2025, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a indústria criativa reúne quatro grandes áreas: Consumo, Cultura, Mídia e Tecnologia.

O levantamento identificou cerca de 1,26 milhão de profissionais criativos com vínculo formal em 2023.

No entanto, os números diferem dos 7,8 milhões de trabalhadores apontados pelo Observatório Itaú Cultural porque os estudos utilizam metodologias e bases estatísticas distintas.

Renda supera média nacional, mas informalidade permanece elevada

Os dados mostram que 4,9 milhões de profissionais da economia criativa atuavam em ocupações formais no quarto trimestre de 2023. Esse contingente representava 63% do total analisado.

Ao mesmo tempo, aproximadamente 2,9 milhões de trabalhadores, equivalentes a 37%, exerciam atividades na informalidade.

A remuneração média mensal do setor chegou a R$ 4,5 mil, acima dos cerca de R$ 3 mil registrados no mercado de trabalho brasileiro.

Por outro lado, a presença significativa de profissionais autônomos e contratos por projeto evidencia diferenças importantes nas formas de contratação dentro da economia criativa.

Economia criativa ganha espaço nas políticas públicas

O avanço do setor também fortaleceu sua presença nas políticas públicas brasileiras.

O Ministério da Cultura (MinC) retomou a construção da Política Nacional de Economia Criativa – Brasil Criativo, voltada ao desenvolvimento de empreendimentos, geração de renda e fortalecimento de territórios criativos.

Assim, os estudos convergem para uma mesma tendência: atividades ligadas à criatividade, cultura, tecnologia e inovação ampliam sua participação no mercado de trabalho e consolidam a economia criativa como um dos segmentos mais dinâmicos da economia brasileira.

Saiba mais:

Fortaleza lança novo ciclo da Cultura Viva com R$ 4,2 milhões

IA no cinema: Google investe US$ 75 mi em parceria com a A24

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: