Os investimentos em inteligência artificial (IA) e Big Data avançam em diversos setores. No entanto, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para transformar dados em decisões estratégicas. Um estudo publicado na revista GV Executivo apresenta um framework prático para ajudar líderes a desenvolver a maturidade analítica e ampliar a geração de valor por meio do uso estratégico de dados.
Segundo os pesquisadores Alexandre Rodrigues, André Lucirton Costa, João Luiz Kovaleski, José Eduardo Storopoli e João Artur de Souza, o modelo reúne sete dimensões essenciais para integrar tecnologia, estratégia e transformação organizacional.
Inteligência artificial e maturidade organizacional
O estudo mostra que a baixa maturidade analítica continua sendo um dos principais obstáculos para o uso eficiente da inteligência artificial. Além disso, processos fragmentados fazem com que muitos profissionais concentrem esforços na preparação dos dados, em vez de produzir análises estratégicas para o negócio.
Para compreender esse cenário, os pesquisadores realizaram um estudo de caso em uma grande holding brasileira. Durante a pesquisa, eles entrevistaram profissionais de diferentes níveis hierárquicos e identificaram desafios relacionados à infraestrutura, governança, cultura organizacional e desenvolvimento de competências.
Os sete pilares
Como resultado, os pesquisadores desenvolveram um framework baseado em sete dimensões complementares:
- Organização
- Infraestrutura
- Gerenciamento de Dados
- Analytics e IA
- Governança
- Recursos
- Cultura e Pessoas
Dessa forma, o modelo reúne fatores técnicos, organizacionais e humanos. Ao mesmo tempo, oferece um roteiro para que líderes alinhem tecnologia, estratégia e transformação cultural.
Liderança impulsiona transformação digital
A pesquisa também conclui que a maturidade em Big Data e inteligência artificial depende menos da adoção isolada de tecnologias. Em vez disso, o sucesso está relacionado à capacidade da liderança de promover mudanças organizacionais, fortalecer a governança e incentivar uma cultura orientada por dados.
Nesse sentido, o estudo destaca que o aprendizado contínuo e o alinhamento entre tecnologia e estratégia fortalecem a geração de resultados e ampliam a vantagem competitiva das organizações.
Framework aproxima teoria e prática
Por fim, os autores afirmam que o framework oferece um guia para executivos e gestores estruturarem estratégias mais eficazes de transformação digital. Assim, as organizações conseguem utilizar dados e inteligência artificial de forma integrada, responsável e alinhada aos objetivos do negócio.
Saiba mais:
IA na gestão: pesquisa mostra novo desafio para gestores
Uece inaugura um dos maiores núcleos de computação científica do Brasil