A General Motors anunciou na última quarta-feira (24) um aporte adicional de R$ 3,5 bilhões no Brasil. Com isso, o plano de investimentos da montadora no país alcança R$ 10,5 bilhões até 2028.
Os recursos serão destinados à renovação do portfólio da Chevrolet, à incorporação de novas tecnologias e à modernização das operações industriais. Além disso, a companhia pretende ampliar as capacidades de engenharia e manufatura no país.
General Motors aposta em tecnologia
O novo ciclo de investimentos inclui o desenvolvimento e a produção de veículos com novas tecnologias, incluindo modelos híbridos. Ao mesmo tempo, a montadora busca fortalecer sua capacidade produtiva e acelerar a transformação tecnológica da operação brasileira.
Nesse sentido, Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul, destacou os objetivos do aporte.
“Este investimento amplia nossa capacidade de desenvolver e produzir veículos competitivos no Brasil, acelera a adoção de novas tecnologias e contribui para a formação de competências e empregos que serão essenciais para o futuro da mobilidade”, disse em nota.
Plano no Brasil
O novo montante se soma ao plano de R$ 7 bilhões anunciado pela empresa em 2024. Dessa forma, os investimentos previstos para o país chegam a R$ 10,5 bilhões até 2028.
Além disso, a companhia informou que a maior parte dos recursos será destinada às operações localizadas no estado de São Paulo.
Cenário regulatório
O anúncio ocorre um dia após o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) manter o cronograma de elevação das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos.
Por outro lado, o órgão aprovou cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos eletrificados pelo período de seis meses, a partir de julho do próximo ano.
Ao mesmo tempo, a medida mantém o calendário de aumento tarifário previamente estabelecido para os veículos importados.
Setor automotivo reage à medida
Após a decisão do Gecex, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) criticou a medida.
Segundo a entidade, a decisão contraria os interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças.
Nesse cenário, o debate sobre competitividade, produção local e transição para veículos eletrificados segue entre os principais temas da indústria automotiva brasileira. Além disso, o tema permanece no centro das discussões entre montadoras, fornecedores e representantes do setor.
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