Estrutura de reciclagem e recuperação hídrica opera na Região Metropolitana de Fortaleza

Ecohub
Localizada em Aquiraz, perspectiva é de ampliação operacional. (Foto: Marquise/Divulgação)

Uma estrutura em operação na região Metropolitana de Fortaleza atua no sentido de substituir os aterros sanitários no aspecto de acionar dispositivos de reciclagem e recuperação hídrica.  

A princípio, o equipamento denominado de EcoHub Sol Nascente está localizado em Aquiraz, distante 32 km de Fortaleza, atende ao próprio município sede, além de Eusébio e Guaiúba.

Os procedimentos hídricos articulam sistemas de impermeabilização do solo, monitoramento ambiental contínuo e sistema físico-químico de elevada pressão de retenção de poluentes na elaboração de água para reuso.  

Além disso, o complexo contempla energias renováveis, projetos de aproveitamento de biometano (gás natural) e uma planta de compostagem, que amplia o potencial de valorização dos resíduos.

O EcoHub foi instalado numa área de 163 hectares.

Conforme a administração executiva, o equipamento avança em tratativas para incorporar novos municípios da região.

O EcoHub Sol Nascente está sob a tutela da Marquise Ambiental.

A CEO do Grupo Marquise, Carla Ponte, acredita nos pilares de soluções ambientais duradouras ancoradas em capacidade técnica, escala operacional e investimento consistente.

“É o que nos permite converter um passivo em ativo ambiental”, reforça a empresária.

A Marquise Ambiental coleta cerca de 13 milhões de toneladas de resíduos por ano e trata 3,6 milhões de toneladas anuais em dez cidades brasileiras, incluindo Fortaleza.  

No Ceará, 18,48% dos municípios utilizam formatos adequados de reaproveitamento    

De acordo com levantamento da Secretaria das Cidades do Ceará em 2025, avaliando os 184 municípios cearenses, apenas 18,48% do total dispõe de destinação final apropriada de resíduos.  

O apontamento analisa que há avanços de sistemas com 7 aterros sanitários licenciados em regiões mais estruturadas e nos polos urbanos, atendendo 43% da população.  

No entanto, segundo o constatado, no restante do estado ainda predominam soluções precárias ou intermediárias.  

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025 aponta que o país gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024.

Do total, cerca de 34% ainda tiveram como destino lixões ou aterros controlados.

As modalidades são tidas como ambientalmente inadequadas, pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema).

O conselheiro da Abrema, Hugo Nery, sinaliza que o desafio se firma na viabilidade econômica dos sistemas de tratamento.

“Mais do que um problema ambiental, trata-se de um entrave ao desenvolvimento. Sem um modelo financeiramente sustentável, o país continuará incapaz de dar destinação adequada aos milhões de toneladas de resíduos que produz”, pontua.

Hugo complementa que a conjuntura compromete o meio ambiente, agravando problemas de saúde pública e desperdiçando a matéria-prima com elevado potencial de geração de valor.

“Tirar o lixão do mapa de uma cidade não é apenas uma obra ambiental. É uma decisão de gestão que protege o orçamento público e a saúde da população ao mesmo tempo”, relata.  

Saiba Mais:

Ceará agrega projeto do Sebrae para fortalecer cooperativas de reciclagem

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: