O Ceará passou a integrar o circuito nacional do Projeto Pró-Catadores, iniciativa do Sebrae voltada ao fortalecimento de cooperativas e associações de reciclagem.
O termo de adesão foi assinado em Fortaleza pelo presidente nacional do Sebrae, Rodrigo Soares.
O programa visa aumentar a geração de renda, estimular novos negócios e fortalecer a cadeia da coleta seletiva no estado.
Ao passo que a proposta integra cooperativas, gestores públicos e prefeituras em ações conectadas ao empreendedorismo sustentável.
Ao mesmo tempo, o projeto intenciona fortalecer cooperativas regionais e incrementar a estrutura da coleta seletiva.
Segundo Rodrigo Soares, o Sebrae ampliou em cerca de 20% o número de cooperativas apoiadas neste ano.
Atualmente, mais de 600 cooperativas recebem suporte da instituição em todo o país.
Além disso, o presidente nacional do Sebrae relata que o projeto atingiu 21 estados brasileiros e almeja alcançar as 27 unidades da federação em 2026.
“Esse ano a gente conseguiu ter uma ampliação de cerca de 20% das cooperativas envolvidas”, salientou.
O presidente do Sebrae ressaltou que a reciclagem de plástico configura nos principais desafios do setor.
“A gente conhece uma experiência aqui da THP, que recicla o plástico criando móveis a partir do plástico reciclável”, pontuou.
Contudo, Rodrigo Soares enfatiza o interesse em ampliar esse modelo para outras localidades do país.
Proposta do Sebrae Ceará é formalizar a categoria de catadores
O superintendente do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo, mencionou que o objetivo do programa é fortalecer a formalização dos catadores.
Conforme ele, a proposta inclui organização das categorias em cooperativas e desenvolvimento de negócios sustentáveis.
“Se eles vão ser microempreendedores individuais, microempresa e pequena empresa, isso é com cada grupo que a gente vai detectar”, explicou.
Nesse meio termo, o Sebrae direciona ingressar na metodologia de estruturação de negócios das cooperativas.
Governo do Ceará aposta em estruturação da cadeia produtiva
O secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, disse que o governo estadual investe na estruturação da cadeia produtiva da reciclagem.
Vladyson aponta que as ações inserem aquisição de equipamentos, qualificação profissional e oferta de crédito.
Além disso, o secretário acentuou que o estado mantém parceria com o Sebrae para capacitação e implantação de negócios sustentáveis.
Catadores apontam dificuldades para acessar o mercado industrial
A presidente da Associação de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará, Leina Mara, disse que um dos principais desafios da categoria é regularizar a documentação necessária para comercializar diretamente com a indústria.
Leina acentua que atualmente as cooperativas realizam coleta seletiva, triagem e comercialização de materiais recicláveis.
No entanto, ainda existem dificuldades burocráticas para ampliar a atuação no mercado.
“Hoje nós fazemos a coleta seletiva, a triagem dos materiais e comercializamos. Mas a nossa grande dificuldade é a documentação para chegar até a indústria”, frisou.
Em conclusão, Leina Mara elenca que o apoio do Sebrae pode contribuir para a regularização das cooperativas.
Óleo de cozinha reciclável como biocombustível
Durante o evento em Fortaleza, também foi firmado acordo de cooperação com a Petrobras para produção de biocombustíveis a partir de óleo de cozinha reciclável.
Segundo as informações apresentadas, a proposta envolve a reativação da usina de biodiesel de Quixadá.
O diretor-presidente da Petrobras Biocombustível (PBIO), Alex Gasparetto, realçou que o projeto está em fase de estudos técnicos junto ao Governo do Estado.
A princípio, a previsão é que a operação comece em 2028, após a conclusão das etapas técnicas e administrativas.
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