Investimentos na Caatinga chegam a R$ 60 mi com novo edital

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O lançamento foi feito pelo presidente Lula, diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e do presidente do BNB, Paulo Câmara. (Foto: Gabriel Andrade)

A Caatinga receberá R$ 60 milhões para projetos de recuperação de áreas degradadas por meio do Edital Recaatingar. A iniciativa foi lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Banco do Nordeste (BNB) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Além disso, os recursos integram a segunda fase da iniciativa Floresta Viva. O objetivo é apoiar projetos que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar e geração de renda no Semiárido.

R$ 60 milhões

Do total previsto, R$ 30 milhões serão aportados pelo BNDES. Outros R$ 30 milhões serão destinados pelo BNB. Dessa forma, o edital alcançará municípios prioritários de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Ao mesmo tempo, a expectativa é apoiar entre 15 e 25 projetos. As áreas contempladas devem variar entre 50 e 100 hectares. Já os investimentos previstos por proposta ficam entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões.

Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a iniciativa amplia a atuação da instituição na região.

“O BNDES está ampliando sua atuação na Caatinga com uma estratégia que já soma cerca de R$ 1,28 bilhão em iniciativas voltadas ao Semiárido e une combate à desertificação, inclusão produtiva e enfrentamento da emergência climática. O Recaatingar mostra que recuperar áreas degradadas também é gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e criar condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com mais segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirma.

Caatinga fortalece produção sustentável

O edital apoiará projetos voltados à restauração ecológica e à implantação de sistemas agroflorestais. Além disso, a chamada incentiva o uso sustentável dos recursos naturais do bioma.

Da mesma forma, poderão receber apoio iniciativas ligadas à recuperação do solo, conservação da água e proteção de corpos hídricos. Também entram na lista ações de assistência técnica, produção de sementes e mudas, capacitação de comunidades e fortalecimento de cooperativas.

Segundo Paulo Câmara, presidente do BNB, a chamada amplia ações iniciadas anteriormente.

“Trata-se de uma ação continuada no âmbito da iniciativa Floresta Viva. Em 2025, nós já disponibilizamos mais de R$ 40 milhões em dois outros editais. Temos o compromisso de apoio o desenvolvimento sustentável em toda nossa área de atuação, seguindo as orientações do presidente Lula e contando com apoio do BNDES”, afirma.

Combate à desertificação

O edital priorizará municípios classificados com alta e muito alta vulnerabilidade ambiental. Para isso, os critérios consideram áreas degradadas, secas recorrentes, aridez severa, pobreza rural e risco de desertificação.

Nesse sentido, a seleção buscará contemplar pelo menos um projeto em cada estado participante. Contudo, as propostas precisarão atingir a pontuação mínima prevista no edital.

Para Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, a iniciativa fortalece soluções construídas nos próprios territórios.

“A Caatinga é um bioma estratégico para o Brasil, pela sua biodiversidade, pela sua população e pelo papel que pode desempenhar no enfrentamento da crise climática. O Recaatingar nasce para apoiar soluções construídas nos territórios, com participação das comunidades, combinando recuperação ambiental, produção sustentável, água, renda e permanência das famílias no Semiárido”, afirma.

Caatinga abre seleção de projetos

Podem participar associações civis, fundações privadas, cooperativas e órgãos públicos autorizados pelo edital. Além disso, as propostas deverão apresentar contrapartida mínima de 5% do valor solicitado.

Essa contrapartida poderá ocorrer por meio de recursos financeiros, serviços, infraestrutura, equipamentos ou pessoal. Por fim, as inscrições serão realizadas por formulário eletrônico disponibilizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), parceira gestora do Floresta Viva 2.

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