O Grupo Edson Queiroz (GEQ) prepara o maior ciclo de investimentos de sua história recente. A companhia prevê desembolsar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,3 bilhão em 2026, valor que praticamente dobra os aportes realizados no ano anterior.
A estratégia concentra recursos em expansão industrial, modernização operacional e novas oportunidades de negócios. Entre as prioridades está a Minalba, divisão de bebidas não alcoólicas do grupo, que reúne marcas como Indaiá e São Lourenço, além de licenças para comercialização de Acqua Panna e Perrier no Brasil.
Minalba
Parte relevante dos investimentos será direcionada à expansão da capacidade produtiva da Minalba. Para isso, a empresa amplia operações nas unidades de Campos do Jordão e São Lourenço. Ao mesmo tempo, o grupo moderniza fábricas localizadas no Nordeste.
A iniciativa dá continuidade ao processo iniciado após a aquisição da divisão de águas da Nestlé no Brasil, concluída em 2018. Desde então, o conglomerado fortaleceu sua presença no segmento de bebidas e passou a atuar em categorias ligadas à saudabilidade e ao bem-estar.
Nesse contexto, Carlos Rotella, CEO do Grupo Edson Queiroz, sinalizou que a companhia segue atenta a novas oportunidades de crescimento.
Ciclo de transformação
Os novos investimentos chegam após um período de reorganização interna. Nos últimos cinco anos, o grupo implementou mudanças voltadas à profissionalização da gestão e à separação entre propriedade e administração executiva.
Como resultado, a companhia encerrou 2025 com receita bruta de R$ 13,5 bilhões, crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. Além disso, o Ebitda consolidado alcançou R$ 1,5 bilhão.
Grupo Edson Queiroz aposta em digitalização
Outra frente estratégica envolve a Nacional Gás, empresa que atende mais de sete milhões de famílias em todo o país.
Em parceria com a Ambev, a companhia desenvolve o aplicativo Zé do Gás, inspirado no modelo utilizado pelo Zé Delivery. A iniciativa busca adaptar a experiência de compra às novas demandas dos consumidores.
Foco em aquisições
Apesar do cenário de juros elevados, o grupo afirma manter capacidade financeira para avaliar aquisições e parcerias estratégicas.
Por sua vez, o setor de energia aparece como uma das áreas com maior potencial de expansão. Segundo o CEO, a tendência é que empresas do segmento passem a operar plataformas mais diversificadas, reunindo diferentes fontes energéticas.
“O futuro de uma empresa de energia será ter um pacote diversificado.”
Além das aquisições, o conglomerado também considera a entrada de sócios em negócios específicos. Nesse sentido, a Esmaltec já recebeu sondagens de mercado para uma possível negociação, embora as conversas não tenham avançado.
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