O Ceará registrou o segundo maior volume de intenções de participação no programa InovAtiva de Impacto 2026. O estado ficou atrás apenas de São Paulo. Os dados foram apresentados durante a 7ª Reunião Bimensal do Comitê Estadual de Negócios de Impacto (Ceni).
Ao mesmo tempo, o resultado colocou o Ceará à frente de estados como Pernambuco e Espírito Santo. Os números consideram as inscrições realizadas até 26 de maio para o edital voltado a startups da cadeia da moda e da indústria produtiva.
InovAtiva de Impacto
O resultado reflete o interesse dos empreendedores em participar do programa. Além disso, evidencia o trabalho realizado pelo Ceni para impulsionar a cadeia industrial da moda.
Nesse sentido, o desempenho reforça o avanço da economia de impacto no Ceará. Dessa forma, o estado amplia sua presença em iniciativas voltadas à inovação e ao desenvolvimento sustentável.
A reunião também marcou a aproximação institucional de Fábio Feijó, secretário da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), com representantes do setor produtivo, investidores, academia e sociedade civil.
Novas oportunidades
Durante o encontro, Feijó destacou o posicionamento do Ceará no programa federal. Além disso, ressaltou a necessidade de transformar os resultados em ações concretas. Em seguida, Feijó apontou os próximos desafios da gestão.
“Considero que o mais complexo já foi feito, agora vem o mais operacional, indo até agosto deste ano, com disciplina e esforço na rotina da execução das atividades que já foram deliberadas do plano”.
InovAtiva de Impacto avança nas cadeias produtivas
Durante a reunião, Eduardo Neto, gerente de Fomento da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), apresentou os resultados das ações voltadas aos negócios de impacto.
Além disso, detalhou um projeto-piloto desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e o Instituto Sala Empresarial/Coalizão pelo Impacto Fortaleza.
Em seguida, Eduardo Neto explicou o funcionamento da iniciativa:
“Este é um projeto-piloto experimental de política pública de fomento aos negócios de impacto, que associa o fomento financeiro a uma jornada de formação e melhorias para os empreendedores, utilizando o edital de chamamento público como instrumento.”
“Trata-se de uma parceria público-privada construída como um experimento, onde buscamos impulsionar negócios alinhados à solução de problemas sociais e ambientais dentro da nossa realidade.”
Por fim, o gerente destacou a estratégia de conectar negócios de impacto às vocações econômicas do estado.
“Os negócios de impacto representam uma economia transversal — podemos acessá-los pela inovação, agroecologia, meio ambiente ou desenvolvimento territorial. No nosso caso, pensando como agência de desenvolvimento e inovação do Estado, optamos por entrar diretamente pelas cadeias produtivas. O nosso desafio foi identificar quais problemas sociais ou ambientais existem hoje nas nossas cadeias econômicas que podem ser solucionados por novos negócios de impacto”, finalizou.
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