Infraestrutura ganha pacto para elevar investimentos a 4% do PIB

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Entidades da construção defendem investimentos em infraestrutura equivalentes a 4% do PIB até 2030 durante encontro em São Paulo. (Foto: Divulgação/Casa Civil)

O setor de infraestrutura do Brasil entrou no centro das discussões do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic 2026), realizado em São Paulo. Durante o evento, 11 entidades do setor apresentaram o “Pacto Brasil pela Infraestrutura”, proposta que defende investimentos equivalentes a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030.

Além disso, o debate reuniu representantes da construção civil. O objetivo é ampliar investimentos públicos e privados em áreas consideradas estratégicas como logística, habitação e mobilidade urbana.

Novos investimentos

Durante o encontro, a ministra Miriam Belchior, ministra da Casa Civil, apresentou o Novo PAC como uma das principais ferramentas para ampliar investimentos no país.

Segundo Miriam, o programa atua na coordenação de projetos prioritários e na articulação entre União, estados, municípios e setor privado.

“O Novo PAC organiza prioridades e reduz incertezas para ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura”, afirma.

Além disso, a ministra destaca que o ambiente regulatório e a previsibilidade são fatores decisivos para atrair capital privado para obras estruturantes.

Infraestrutura avança com concessões

O governo federal informa que realiza 57 leilões federais de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos nos últimos três anos. Com isso, o setor amplia a participação privada em projetos de logística e mobilidade.

Além das concessões, o Novo PAC também concentra investimentos em habitação, saneamento, drenagem urbana e transição energética.

Segundo Miriam Belchior, o modelo depende da integração entre capital público e privado.

“O setor privado amplia capacidade de execução, inovação e eficiência. Essa combinação é fundamental para transformar infraestrutura em desenvolvimento”, diz.

Habitação amplia investimentos urbanos

Na área habitacional, o programa alcança a marca de 2 milhões de unidades contratadas em três anos. Segundo o governo, a meta inicial previa esse volume para quatro anos.

Além disso, a expectativa é atingir 3 milhões de unidades até o fim de 2026. O avanço do crédito imobiliário e da habitação aparece como um dos pilares para fortalecer infraestrutura urbana e geração de empregos.

Pacto mira crescimento regional

O documento “Pacto Brasil pela Infraestrutura 2025/2026” reúne metas, estratégias e prioridades para ampliar investimentos públicos e privados no país.

Além disso, a proposta prioriza regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e cidades com déficit de serviços públicos. Entre os focos estão:

  • Norte e Nordeste
  • periferias urbanas
  • municípios de pequeno porte
  • infraestrutura resiliente
  • logística adaptada a eventos climáticos

Com isso, as entidades defendem uma expansão mais equilibrada da infraestrutura brasileira nos próximos anos.

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