Nordeste lidera crescimento econômico; Ceará ocupa 6ª colocação

Nordeste
Os dados são do início do ano. O Ceará supera a média nacional, contabilizando dígito de 0,82%, enquanto no país o índice alcançou 0,39%. (Foto: Envato Elements)

Nordeste desponta no início do ano – índices de janeiro e fevereiro – na liderança do ranking das regiões com maior crescimento econômico, conforme o Índice de Atividade Econômica (IBC), análise monitorada pelo Banco Central.


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De acordo com a constatação, neste requisito, nas 10 primeiras colocações por estado no quadro nacional, Pernambuco lidera, Ceará é o sexto, e a Bahia ocupa a oitava colocação. Em termos percentuais, o avanço no Nordeste alcançou o dígito de 2,98%.

O resultado equivale a cerca de oito vezes superior à média nacional, que atingiu o patamar de 0,39%. No ano passado, na mesma linha de averiguação, o Nordeste ficou na 4ª colocação no quesito regiões, contabilizando crescimento de 2,43%, posicionamento abaixo da média do país (2,45%).

Na pesquisa do Banco Central, o Ceará também superou a conjuntura estatística brasileira, contraindo dígito de 0,82%. No ano passado, o estado se classificou na nona posição no quadro do ranking. O estado de Pernambuco praticamente inverteu a lógica do ano passado, o qual assinalou a lanterna da avaliação, em 13 estados.

O Conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), o economista Thiago Holanda, analisa que o desempenho ao que concerne o Nordeste é, em larga medida, um efeito de base comparativa mais baixa, que potencializa taxas de crescimento relativas. O especialista menciona que há também um ciclo recente de investimentos públicos e privados, especialmente em infraestrutura logística e energética, o qual destaca que estados como Ceará e Bahia se beneficiam da expansão das energias renováveis, no avanço da implantação de fontes eólica e solar.

“O aumento das transferências sociais contribui para dinamizar o consumo local, sobretudo em economias mais dependentes da renda pública. O setor de serviços, com destaque para comércio e turismo, apresenta recuperação relevante após períodos de desaceleração. Programas habitacionais e obras públicas também impulsionam a construção civil, gerando efeitos multiplicadores regionais”, salienta Thiago.

O economista acrescenta que a interiorização do crescimento, com maior dinamismo fora das capitais, amplia a difusão da atividade econômica. O especialista ressalta que a política de incentivos fiscais estaduais continua atraindo indústrias, ainda que intermediado por limitações estruturais.

“No caso específico do Ceará, projetos ligados à transição energética e ao Complexo do Pecém têm papel estratégico. Pernambuco se destaca pela diversificação relativa, com polos industriais e logísticos mais consolidados. Apesar do avanço, persistem desafios estruturais, como baixa produtividade e menor complexidade econômica”, acentua Thiago.

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