BNDES e ABDE criam Observatório do Crédito para o Desenvolvimento

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O observatório do crédito é direcionado para ampliar transparência, análise de dados e apoio a políticas públicas no Brasil. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) anunciaram, nesta quarta-feira (1), em Brasília, a criação do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD). A iniciativa reúne e torna públicos dados sobre o crédito direcionado, com foco na análise de impactos econômicos e no suporte à formulação de políticas públicas


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O crédito direcionado financia setores como infraestrutura, habitação e agronegócio. Ele utiliza recursos regulados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e verbas públicas. O novo observatório busca organizar esses dados e medir resultados com mais precisão.

Como funciona:

  • Plataforma única com dados consolidados
  • Indicadores padronizados e metodologias de avaliação
  • Monitoramento de impacto econômico, social e ambiental
  • Apoio à tomada de decisão de governos e reguladores

“Com o Observatório, será possível monitorar a eficácia e avaliar impactos importantes do crédito, como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, vai promover o debate técnico-científico de alto nível fundamentado em dados”, explica Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES.

“O Observatório estruturará indicadores padronizados e metodologias de avaliação capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais – monitorando a eficiência do crédito, analisando impactos sobre geração de emprego e renda, e apoiando a tomada de decisão por formuladores de políticas e órgãos reguladores. É inteligência aplicada ao serviço do desenvolvimento”, afirma Maria Fernanda Coelho, presidente da ABDE.

O financiamento inicial será feito pelo BNDES nos primeiros 12 meses, enquanto a estrutura prevê a participação de instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF), garantindo sustentabilidade no longo prazo. A plataforma será desenvolvida em parceria com uma instituição de ensino superior, responsável pelo suporte técnico e pela curadoria dos dados, além da criação de metodologias padronizadas para análise de impacto.

A governança ficará a cargo de um comitê executivo com representantes do BNDES e da ABDE, responsável pelo direcionamento estratégico e pela validação das entregas. Ao mesmo tempo, o Observatório prevê uma agenda contínua de produção de conhecimento, incluindo relatórios periódicos, artigos técnicos, publicações acadêmicas e eventos como seminários e workshops.

A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes. As primeiras publicações devem ser divulgadas ainda em 2026.

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