Empresários da indústria do plástico no Ceará participaram, na última semana, de reunião na Casa da Indústria para avançar no projeto de rastreabilidade e economia circular. A iniciativa integra o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), parceria entre Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Sebrae Nacional. O encontro reuniu empresas ligadas ao Sindicato das Indústrias Químicas do Estado do Ceará (Sindquímica) e ao Sindverde.
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A reunião alinhou a contribuição das empresas para um diagnóstico sobre a movimentação de materiais, com base em indicadores consolidados e dados agregados. Beto Chaves, presidente do Sindquímica, afirmou que o projeto busca ampliar a leitura sobre o fluxo de polímeros no Ceará e orientar decisões empresariais. Segundo ele, a proposta considera volumes de entrada e saída de materiais como PET, polipropileno e polietileno. Além disso, o levantamento preserva informações estratégicas das companhias e prioriza a dimensão produtiva.
O projeto insere a rastreabilidade do plástico como ferramenta de gestão e suporte à tomada de decisão, com foco na economia circular. A iniciativa direciona esforços para entender quantidades movimentadas, e não apenas valores financeiros. Com isso, o setor pretende estruturar uma base de dados que permita leitura precisa da cadeia produtiva. Essa abordagem contribui para identificar gargalos e oportunidades operacionais.
A execução envolve suporte técnico com atuação direta nas empresas participantes, que servirão como base para coleta de dados e análise de processos. Fábio Braga, especialista em inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), explicou que a metodologia inclui visitas técnicas e construção de campo empírico. Segundo ele, a presença de equipe técnica dentro das empresas garante consistência na coleta e organização das informações.
Tecnologia e integração de dados
A iniciativa incorpora ferramentas digitais para consolidar informações e permitir leitura estruturada dos dados. O uso de inteligência artificial e painéis de visualização amplia a capacidade de análise e organização das informações coletadas. Fábio Braga destacou que essas tecnologias permitem transformar dados operacionais em inteligência estratégica para o setor. Com isso, as empresas passam a ter maior controle sobre processos e indicadores.
Participaram do encontro representantes de empresas como Intrapack Indústria e Comércio de Plástico, Fibravite Indústria de Cosméticos, Campestre e Companhia de Produtos de Limpeza, Connexio Consultoria Empresarial, ML Ambiental e BYZ Indústria de Embalagens Plásticas.
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