Mais de 37% dos pequenos negócios criados no Ceará em 2025 têm mulheres na liderança

mulheres de negócios
No recorte setorial, a participação feminina por setor apresentou maior presença na Indústria, onde mulheres lideraram 45% dos novos negócios. (Foto: Envato Elements)

O Ceará acompanhou o avanço da abertura de pequenos negócios por mulheres em 2025, ano em que o Brasil registrou recorde de novos empreendimentos com lideranças femininas, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados da Receita Federal. 


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Foram 4,96 milhões de novos negócios, dos quais mais de 2 milhões tinham liderança feminina. No estado, a participação chegou a 37,9%, abaixo da média nacional de 41,7%, mas alinhada ao crescimento observado no país. 

O levantamento mostra que a liderança feminina nos pequenos negócios representou cerca de 42% do total de empresas abertas no país, com crescimento superior a 320 mil registros em relação a 2024. Entre os formatos empresariais, os microempreendedores individuais (MEIs) concentraram a maior participação, com 1,6 milhão de novos cadastros liderados por mulheres. 

Além disso, nas microempresas e empresas de pequeno porte, a presença feminina alcançou 39%, o que indica avanço, mas também aponta diferença conforme o porte empresarial.

No recorte setorial, a participação feminina por setor apresentou maior presença na Indústria, onde mulheres lideraram 45% dos novos negócios em 2025. Em seguida aparecem Serviços, com 44%, e Comércio, com 43%. Por outro lado, a Construção registrou apenas 11% de participação feminina, o menor índice entre os setores analisados. 

A análise regional indica que estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo lideram a abertura de empresas por mulheres no país, com taxas entre 43% e 44%. No Ceará, o índice de 37,9% posiciona o estado abaixo dessas lideranças, mas dentro do grupo intermediário nacional. 

Políticas de crédito e desigualdade de gênero

O estudo aponta que a desigualdade de gênero nos negócios aumenta conforme o porte das empresas cresce, o que limita o avanço feminino em estruturas empresariais maiores. Diante desse cenário, Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional, destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à qualificação, inovação e acesso a financiamento para mulheres empreendedoras. Essas medidas buscam reduzir barreiras estruturais no ambiente empresarial.

Entre as iniciativas, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) conta com a linha Fampe Mulher, que oferece até 100% de garantia para operações de crédito. Segundo Lima, a medida foi estruturada para atender às condições enfrentadas por mulheres no acesso a financiamento, incluindo taxas de juros mais elevadas. 

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