Reitor da Unifor, Radal Martins; neurocientista Michel Nicolelis; e o presidente da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE Fortaleza), Tiago Guimarães. (Foto: Paulo Máximo/Frisson)
O neurocientista Miguel Nicolelis acredita que considerável parcela da engrenagem de Inteligência Artificial (IA) no aspecto global é euforia momentânea, no conceito de “hype”. O especialista acentua que a ferramenta tecnológica não irá resolver os problemas da humanidade, e frisa que é a própria espécie humana que será obstinada a solucionar os respectivos impasses.
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Nicolelis afirma que é preocupante a existência do recurso digital porque avalia que “gente poderosa” pretende impor o canal tecnológico de forma alucinada, e analisa que a partir do momento que os mecanismos de Inteligência Artificial não estiverem conseguindo ofertar lucros, as IAs poderão gradualmente desaparecer, mas que ainda é imprevisível no momento atual qualquer ponderação acerca do futuro dos ativos tecnológicos, mas ressalta que as IAs não é a epifania da espécie humana.
As observações foram efetuadas nesta quinta-feira (5) durante a palestra com o tema “Inteligência Artificial X Inteligência Natural: uma disputa desigual”, ministrada por Nicolelis, no Teatro Celina Queiroz. Na ocasião, o neurocientista explicou que a abrangência dos termos de inteligência sempre se definiu como propriedade operacional não computável, o qual não pode se reduzir a uma fórmula matemática ou algoritmos.
“O que é propagado em todas as empresas de Inteligência Artificial, eles sabem, mas o que eles propagam não é nem inteligente, nem artificial. Para começar, a inteligência é uma compleição da matéria orgânica, dos organismos, é uma propriedade emergente que surgiu para permitir que durante o processo de seleção natural os organismos conseguissem sobreviver ao fluxo contínuo da intempérie do mundo que nos cerca, e também sobreviver aos outros organismos que estavam atrás de cada um de nós nesse período de bilhões de anos”, reflete Nicolelis.

A secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, relata que o ideal é a complementação da sistemática proporcionada pela ciência de dados, em tese gerida pela IA, na compactuação pedagógica com a geração atual que emergiu na efervescência atuante da Inteligência Artificial. A gestora menciona que é preciso projetar o desenvolvimento amplo, completo, no sentido de formar cidadãos no ensino básico a partir da educação superior.
Sandra enfatiza que os parâmetros da inteligência humana podem se conectar socialmente no ambiente do avanço da ciência de dados, no critério de que a Inteligência Artificial atua nos diversos setores da sociedade. “Não são pontos divergentes, eu observo como pontos complementares. Eu vejo que realmente a gente tem que avançar, porque a ciência de dados, hoje, fornece arcabouço para áreas da Saúde, do Direito, existe toda uma preocupação com a normatização, inclusive, da utilização desses dados. E tem um plano nacional de Inteligência Artificial, que tem dentro dos seus eixos, um de que como se ter um arcabouço legal nessa área. Então essa preocupação a gente está tendo, eu não vejo como retroceder”, afirma Sandra.
Para o presidente da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE Fortaleza), Tiago Guimarães, o posicionamento do país pode ser alocado no aspecto de avaliar a absorção de condicionamentos oriundos do exterior, em se atentar na inserção do Brasil na ordem estabelecida.
“Eu acredito que nós como jovens e seres pensantes precisamos avaliar qualquer tipo de discussão e inovação em diferentes aspectos. A gente traz um bate-papo do que está vinculado a essa abordagem da IA, mas eu penso que é importante a gente criar esse questionamento. A gente tem que estar muito preocupado com a entrada do Brasil nisso, e a gente tem que saber se posicionar”, pontua Tiago.

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