O grau de desemprego atingiu a margem de menor índice da série histórica iniciada em 2012, no trimestre encerrado no mês de novembro, atingindo a taxa de desocupação de 5,2%. A constatação foi uma consulta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O recuo também ocorreu em proporção a dois trimestres analisados. Na comparação, em -0,4 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior, e -0,9 dígitos ante o mesmo trimestre móvel de 2024.
Reforçando a retomada nos postos de trabalho, a população ocupada atingiu recorde na série histórica com 103 milhões. Na análise comparativa, a secção também apresentou alta, contabilizando 0,6% (601 mil pessoas) no trimestre e 1,1% (mais 1,1 milhão) no ano.
No setor privado, o número de empregados bateu recorde no período, formalizando o índice de 53,0 milhões. O número de empregados com carteira assinada no mesmo segmento – inclusive trabalhadores domésticos – foi recorde da série (39,4 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,6% no ano.
Ao que tange os setores que impactaram a conjuntura na ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre móvel anterior ficou estabelecido destaque na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.
Na validação do IBGE frente ao trimestre de setembro a novembro de 2024 ocorreu aumento em dois grupamentos: transporte, armazenagem e correio e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. No entanto, ocorreu redução no grupamento de serviços domésticos e estabilidade nos demais.
Segundo o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, a configuração pesquisada pelo IBGE confirma resiliência no mercado de trabalho, apesar do ambiente fiscal marcado por juros elevados e crescimento econômico considerado moderado.
O especialista avalia que os dados demonstram que a economia brasileira segue operando próxima do pleno emprego, com capacidade de absorção da mão de obra ainda relevante. Ele destaca que o movimento revela um ritmo de atividade menos aquecido do que em ciclos de expansão clássicos, mas estruturalmente mais sólido.
“A geração de empregos sustenta o consumo das famílias e ajuda a explicar a resiliência da economia ao longo de 2025, ao mesmo tempo em que mantém alguma pressão sobre salários e serviços, fator acompanhado de perto pela política monetária. Para 2026, a tendência é de estabilidade do desemprego em patamar historicamente baixo, com menor espaço para quedas adicionais. A trajetória dependerá do crescimento do PIB e do início gradual de um ciclo de flexibilização monetária”, complementa Sidney.
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