A eletrificação do transporte é tratada como vetor econômico visto que o Brasil opera com uma matriz elétrica majoritariamente renovável. (Foto: Envato Elemets)
O Banco Mundial aprovou um investimento de US$ 500 milhões para acelerar a eletrificação do transporte público no Brasil, com foco na substituição de ônibus a diesel por modelos elétricos e na implantação de infraestrutura de recarga. A iniciativa é executada pela Caixa Econômica Federal e insere o país na estratégia de redução das emissões do setor de transporte, responsável por cerca de 10% dos gases de efeito estufa nacionais.
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A eletrificação do transporte é tratada como vetor ambiental e econômico visto que o Brasil opera com uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) indicam que a transição completa das frotas pode adicionar R$ 300 bilhões à economia e gerar mais de 500 mil empregos até 2050, ao longo de toda a cadeia produtiva.
Na fase inicial do programa, os recursos financiarão a aquisição de aproximadamente 540 ônibus elétricos, além da construção de estações de recarga, modernização de garagens e adequações na rede de distribuição de energia. A expectativa é beneficiar cerca de 1,3 milhão de moradores próximos a corredores de transporte público e aproximadamente 280 mil usuários e motoristas regulares.
A Caixa Econômica Federal atuará como intermediária financeira, oferecendo linhas de crédito para municípios e operadores interessados em aderir à eletrificação do transporte público. Do total aprovado, US$ 490 milhões serão direcionados a veículos e infraestrutura, enquanto US$ 10 milhões serão destinados à assistência técnica e ao fortalecimento institucional.
O avanço da eletrificação do transporte público ocorre em um contexto de expansão nacional, com mais de mil ônibus elétricos em circulação no país. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), foram emplacadas 306 unidades no primeiro semestre de 2025, crescimento de 141% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a indústria amplia a capacidade produtiva para atender à demanda.
Apesar do crescimento, o setor de transporte permanece como desafio no Plano Clima, que estabelece a neutralidade de carbono até 2050 e a redução de até 67% das emissões até 2035. A dependência do modal rodoviário mantém o transporte entre os poucos setores com projeção de aumento das emissões até 2030, o que mantém a eletrificação do transporte público como eixo central da estratégia climática e urbana.
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