A economia verde movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano e tende a superar US$ 7 trilhões até 2030, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF) e do Boston Consulting Group. O estudo mostra que empresas que atuam em mercados sustentáveis ampliam receita, acessam capital em melhores condições e reforçam sua posição em segmentos estratégicos da transição ambiental.
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As análises indicam que negócios ligados à economia verde registram crescimento médio que supera o das linhas tradicionais, uma vez que as soluções sustentáveis avançam com velocidade e ampliam a participação nas cadeias globais. O relatório consolida 14 estudos de caso e destaca como as companhias transformam projetos ambientais em vantagem, ampliando retornos e reduzindo riscos associados a mudanças regulatórias.
As empresas que concentram mais de 50% da receita em mercados sustentáveis alcançam prêmios de avaliação entre 12% e 15% em bolsas internacionais, e esse movimento reforça a relação entre economia verde, confiança de investidores e estabilidade operacional. O WEF afirma que o setor já funciona como um dos principais vetores de crescimento global nesta década e sustenta que a expansão ocorre mesmo em cenários de incerteza sobre metas climáticas.
O relatório destaca a queda expressiva nos custos das tecnologias de baixo carbono, como energia solar, baterias de lítio e eólica offshore, que desde 2010 tiveram reduções relevantes e ampliaram o acesso a soluções competitivas. O documento aponta que 55% das reduções de emissões necessárias para a descarbonização podem ser alcançadas com tecnologias já maduras e com capacidade de escala.
Mercados em transição e desafios
Algumas áreas avançam em ritmo inferior, como hidrogênio de baixo carbono e sistemas de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS), porque ainda apresentam custos elevados e dependem de apoio industrial e políticas específicas. Essas soluções respondem por cerca de 20% do esforço global para atingir metas climáticas e exigem coordenação entre indústria, governos e financiadores para ampliar competitividade.
O estudo registra uma única menção ao Brasil ao tratar de biocombustíveis e ressalta que o país mantém posição relevante porque estruturou políticas e infraestrutura flex-fuel ao longo de décadas. O relatório observa que o ambiente brasileiro segue condicionado por incentivos e investimentos contínuos, o que sustenta a participação do setor em cadeias regionais e globais ligadas à transição energética.
A China concentra US$ 659 bilhões em investimentos em energia limpa em 2024 e deve responder por mais de 60% da capacidade renovável adicional instalada até 2030, e esse movimento altera cadeias de suprimentos em energia solar, baterias e veículos elétricos. O documento indica que a liderança chinesa em patentes e manufatura deve se consolidar porque o país amplia sua presença nos mercados de inovação, transformação industrial e integração de tecnologias de baixo carbono.
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