IBGE: PIB brasileiro desacelera e cresce 0,1% no 3º trimestre

Por: Redação Trends | Em:
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O avanço trimestral foi o mais baixo desde o fim de 2024, e o PIB brasileiro registrou crescimento de 1,8% na comparação anual. (Foto: Freepik)

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no terceiro trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e somou R$ 3,2 trilhões entre julho e setembro. O resultado ficou abaixo da projeção de 0,2% e reforça o movimento de perda de tração, porque a economia opera sob juros elevados e menor impulso do consumo. O IBGE também revisou o desempenho do segundo trimestre para 0,3%, reduzindo a leitura inicial.


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O avanço trimestral foi o mais baixo desde o fim de 2024, e o PIB brasileiro registrou crescimento de 1,8% na comparação anual. Em 12 meses, o indicador subiu 2,7%, enquanto Agropecuária e Indústria apresentaram alta de 0,4% e 0,8%. O setor de Serviços, que tem maior peso na atividade, ficou próximo da estabilidade em 0,1%, e esse comportamento limitou o efeito positivo dos demais segmentos.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,1% e repetiu o padrão de moderação observado ao longo do ano, e o consumo do governo cresceu 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo aumentou 0,9%, e a taxa de investimento encerrou o trimestre em 17,3%. A taxa de poupança permaneceu em 14,5%, resultado igual ao de 2024, e mostra estabilidade no comportamento dos agentes.

A indústria registrou crescimento nas atividades extrativas, na construção e na transformação, enquanto o setor de serviços avançou em transporte, informação e atividades imobiliárias. As exportações subiram 3,3% e as importações tiveram alta de 0,3%, o que melhorou o desempenho do setor externo. Por outro lado, houve queda em atividades financeiras e no segmento de eletricidade, água e gestão de resíduos.

Pressão dos juros elevados

O ambiente econômico segue condicionado pela taxa básica de juros (Selic), mantida em 15%, e esse fator restringe a oferta de crédito e adia decisões de investimento. As estimativas atuais apontam expansão de 2,16% do PIB em 2025 e de 1,78% em 2026, depois da alta de 3,4% registrada em 2024. O Banco Central volta a se reunir na próxima semana e tende a manter a Selic alinhada ao compromisso de convergência da inflação para a meta de 3%.

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