O Sindicato das Empresas do Setor de Energia do Estado do Ceará (Sindienergia-CE) reuniu empresários para discutir a reorganização do setor de energia solar por assinatura no Ceará, e o encontro buscou alinhar propostas para enfrentar a sobreoferta de usinas, a regulação e o comportamento do consumidor. O objetivo foi estruturar ações para garantir expansão do segmento em 2026.
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Luís Carlos Queiroz, presidente do Sindienergia-CE, durante o evento, afirmou que o setor precisa de articulação institucional e empresarial para impulsionar o ecossistema de Geração Distribuída (GD) solar, e avaliou que a integração entre conhecimento técnico, setor público e mercado privado é essencial para dar escala ao segmento. A mediação do encontro ficou sob responsabilidade de Gabriel Franco, sócio-fundador do Rampup Business.
“Nossa estratégia para 2026 é conectar todos os atores deste ecossistema – conhecimento, governamental e empresarial. A energia será a grande transformação econômica e social do nosso estado.”
Luís Carlos Queiroz, presidente do Sindienergia-CE
Principais desafios
Os líderes setoriais identificaram os principais gargalos que afetam a sustentabilidade do mercado:
- Sobreoferta de energia: A conclusão simultânea de usinas (GD1) tem gerado uma intensa competição predatória e queda nas margens.
- Incerteza regulatória: As mudanças no marco legal representam um risco significativo para a segurança dos investimentos.
- Desconfiança do consumidor: A falta de informação exige um esforço conjunto de comunicação institucional e esucativa.
“Nossas usinas ficaram prontas todas de uma vez, então agora o desafio é trazer os clientes, praticando um preço que fique bom para todos os lados,” destacou o empresário Sayde Bayde, destacando a necessidade de ação coordenada do setor.
Plano de ação para 2026
O Sindienergia-CE apresentou quatro frentes para estruturar o setor de energia solar no próximo ciclo:
- Boas práticas e expansão estratégica: Formação de consórcios para atuar de forma agregada no setor público (prefeituras, hospitais, escolas) e no agronegócio, explorando licitações e parcerias estratégicas.
- Reforço de campanhas institucionais e defesa regulatória: Intensificação da atuação para monitorar a legislação e defender a estabilidade das regras e a segurança jurídica para os investimentos em GD.
Os líderes avaliam que a coordenação entre empresas do Ceará será determinante para dar escala ao segmento e afirmaram que o plano de ação pretende padronizar práticas comerciais, ampliar a presença no mercado público e consolidar a atuação em áreas estratégicas.
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