A demanda por ouro voltou a crescer em 2025, impulsionada por tensões geopolíticas, incerteza monetária e expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos. O metal retomou o posto de ativo de refúgio para investidores, refletindo o movimento nos fundos negociados em bolsa (ETFs).
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Os ETFs registraram entradas líquidas de US$ 26 bilhões (R$ 140,14 bilhões) entre julho e setembro, segundo o World Gold Council. Foi o trimestre mais forte da história, elevando os ativos sob gestão a US$ 472 bilhões (R$ 2,54 trilhões).
O avanço global do ouro também impulsionou a criação de novas referências locais. A B3 lançou o Índice Futuro de Ouro (IFGOLD B3), que mede o desempenho do contrato futuro do metal na bolsa brasileira.
O indicador busca ampliar as possibilidades de investimento e oferecer uma métrica mais precisa de retorno da commodity. “Mais do que a valorização do ouro, o movimento reflete o interesse do varejo”, afirmou Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.
Liquidez crescente reforça tendência
O contrato futuro de ouro, identificado pelo ticker GLD, é calculado diariamente e renovado automaticamente antes do vencimento, o que garante maior liquidez e acompanhamento fiel dos preços.
Desde o lançamento, em julho, o produto vem ganhando força: em setembro, foram negociados 6.586 contratos em um único dia, recorde na B3. O resultado mostra que o metal segue como um dos principais vetores de diversificação para investidores que buscam proteção e estabilidade.
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