Gestor destaca facilidade na conexão do setor de energias renováveis com mercado de capitais

Por: Eleazar Barbosa | Em:
Tags:,

Posicionamento do coordenador do Comitê de Planejamento Estratégico da Apimec – Brasil, Célio Fernando Melo, na imagem ao microfone. (Foto: José Sobrinho)

O coordenador do Comitê de Planejamento Estratégico da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec Brasil)Célio Fernando Melo, afirmou que há viabilidades de práticas logísticas fáceis de conectar a crescente indústria de energias renováveis do Nordeste ao mercado de capitais.


Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.


“Eu pego uma debênture e posso fazer uma ‘incloud’ da minha empresa e fazer recurso, posso também fazer uma nota comercial e buscar. Além desses, existem muitos mecanismos que são buscados e atuais, mas podem ser ampliados pela base de empresários que existem nesse setor”, frisa Célio.

Ele menciona que a matriz energética está em processo de mudança e o Nordeste se torna polo preferencial no segmento, ressaltando que atualmente os recursos naturais da região são tidos como vantagens competitivas globais. O gestor relata que, de maneira genérica, no Nordeste, e em especial, no Ceará, a sistemática do mercado de capitais ainda é dimensionada como “atributo pequeno”.

“O estado está caminhando bem. Nós ainda somos pequenos, há uma concentração que nós temos de 10 empresas, mais ou menos, listadas que estão ainda buscando esse mercado de dívida, mas no Nordeste inteiro ainda são 40 empresas. Já é alguma coisa, mas é muito pouco, porque se tem recursos escassos. A gente superando no mercado de dívida o próprio mercado de crédito, então haverá uma mudança grande, e essa mudança tem que ser refletida no que a gente diz, precisamos acessar mais o mercado de capitais, para ser mais fácil até do que o crédito, além de colocar o próprio crédito mais solvente”, explica Célio.  

As declarações foram feitas em entrevista exclusiva concedida à Trends durante a realização do seminário “Mercado de Capitais para o Nordeste – desafios e oportunidades”. O gestor salientou que o desafio maior está na tentativa de buscar esclarecer o funcionamento do mercado de capitais.

“Existem várias butiques de investimentos, empresas com consultoria especializada que querem ajudar. O desafio está principalmente na cultura, pois nós precisamos nos educar sobre o acesso ao mercado. É óbvio que a gente tem uma gama de incentivos fiscais, que ajudam na própria captação de debêntures, mas isso não é o suficiente. A gente tem que pegar e criar uma nova fronteira do pensamento, porque não é só pensar no Ceará, é pensar numa escalabilidade que tem que chegar no Nordeste, no Brasil, na América Latina, e talvez até com raiz de competitividade global”, complementou Célio.

Tendência é democratizar o acesso ao mercado de capitais

O mercado de capitais na região Sudeste do país se estabelece num patamar de vanguarda nas tratativas e deliberações de desenvolvimento, reflexo nesse sentido abordado pelo superintendente geral da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)Alexandre Pinheiro, o qual relata que o posicionamento geral é de democratizar o acesso ao mercado de capitais.

De acordo com o superintendente-geral da CVM, a instituição realizou um convênio com o Banco Central (BC) para estabelecer diretrizes que irão facilitar as resoluções do acesso ao mercado de capitais. “Nós temos reuniões periódicas com aproximadamente 40 colegas das duas instituições, todos e todas voltados para que a gente trabalhe desde o sistema como um todo a estabilidade financeira nos planos domésticos transnacionais, e também todas as potencialidades que há nessa ambiência do sistema financeiro, do segmento do mercado de capitais a títulos, para que esse trabalho pela democratização seja cada vez maior”, elencou Alexandre.

Saiba Mais:

Paulo Câmara afirma que Nordeste precisa ter relevância no mercado de capitais

Mercado de capitais totaliza R$ 246,4 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025

Top 5: Mais lidas