Paulo Câmara afirma que Nordeste precisa ter relevância no mercado de capitais

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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A proposta do presidente do BNB é aumentar a participação do Banco do Nordeste em operações na conjuntura. (Foto: José Sobrinho)

O presidente do Banco do Nordeste (BNB)Paulo Câmara, acentua que a instituição bancária tem expandido as ações no mercado de capitais nordestino, aportando atualmente mais de R$ 840 milhões em fundos de investimentos nas áreas de infraestrutura e inovação, beneficiando 267 empresas. No entanto, ele aponta que o quadro necessita de relevância, frente ao potencial econômico da região Nordeste.


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“Dentre essas iniciativas estão o FIP Nordeste de Capital Semente e os nossos dois fundos de investimentos em infraestrutura, esses últimos somando R$ 601,7 milhões em infraestrutura. Queremos aumentar a participação do Banco do Nordeste em operações neste mercado, embora saibamos da complexidade de estruturação deste tipo de instrumento, por isso queremos contar com os parceiros Apimec BrasilFiecAnbima e a CVM. Se o Nordeste detém 27% da população do Brasil e cerca de 14% do Produto Interno Bruto, queremos também ter a mesma relevância de operação no mercado de capitais”, relatou Câmara.

O presidente do BNB salienta que a participação da região Nordeste no mercado de capitais é ainda muito reduzida, e menciona que as deliberações efetuadas no setor são tão importantes para financiar as empresas como as operações de crédito bancário

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (27), na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante o seminário “Mercado de Capitais para o Nordeste – desafios e oportunidades”. Na ocasião, o presidente-executivo da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil)Ricardo Martins, reforçou o alinhamento dos propósitos em fortalecer a parceria com o Banco do Nordeste, no aspecto de solidificar os pilares em direcionamento ao mercado de capitais.

O presidente da Apimec disse que no período que compreende os anos de 2020 a 2023, dobrou o número de investidores em renda variável no Nordeste, atingindo um crescimento de 112%, o que representa acréscimo de mais de 600 mil CPFs de investidores.    

“É nesse contexto que ingressa o trabalho da Apimec Brasil há mais de 55 anos, atuando para valorizar os profissionais do setor de investimentos, promover qualificação financeira de qualidade e fortalecer a credibilidade no mercado. O mercado é criativo, ele vai buscar formas de viabilidade, e é isso que transforma esse mercado cada vez mais, dada as necessidades e os riscos. A gente evolui para um modelo que mostra os riscos e o retorno de ambos os lados”, elenca Ricardo.

O vice-presidente da FiecCarlos Prado, enfatizou que focalizar as atribuições contemporâneas no mercado de capitais é a chance de o Nordeste agregar o novo atalho que emerge, no objetivo de desenvolver a região. Ele destaca que, por muito tempo, o financiamento da indústria e do agronegócio foi majoritariamente dependente de uma única fonte, o crédito bancário, embora considere fundamental, mas a conjuntura criou um entrave para o crescimento.

Carlos Prado ressalta que o mercado de capitais oferece uma fonte de financiamento alternativa e complementar, com prazos mais longos e custos potencialmente mais baixos, e, principalmente, uma escala muito maior, onde se viabiliza transformar poupança em investimento produtivo.  

“No Nordeste nós temos um desafio claro: nossas empresas ainda utilizam pouco os instrumentos do mercado de capitais. Mas por que isso acontece? Em primeiro lugar, pela falta de conhecimento, muitos empreendedores ainda enxergam a bolsa de valores, as debêntures e os fundos de investimentos como algo distante e complexo, feito para grandes conglomerados no Sul e Sudeste. Temos também desafios de governança, para entrar no mercado de capitais, as empresas precisam de uma gestão robusta, transparente e alinhada com as melhores práticas”, finaliza o vice-presidente da Fiec.  

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