O índice do dólar no exterior, que compara a divisa com uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,15%, para 98,277. (Foto: Envato Elements)
O Ibovespa caiu 2,1% na última terça-feira (19), aos 134.432 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 1,19%, a R$ 5,50, maior cotação em duas semanas. O movimento refletiu a pressão de bancos sobre o índice e a saída de investidores da moeda brasileira após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que ampliou tensões entre Brasil e Estados Unidos.
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O índice chegou à mínima de 133.996 pontos e à máxima de 137.321 pontos no dia, com volume financeiro de R$ 20,7 bilhões antes dos ajustes finais. Na B3, o contrato de dólar futuro para primeiro vencimento avançava 1,06%, a R$ 5,516 às 17h13.
No intraday, a cotação máxima foi de R$ 5,5051, enquanto a mínima ficou em R$ 5,4339. O Banco Central realizou a rolagem de 35 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em setembro de 2025.
O índice do dólar no exterior, que compara a divisa com uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,15%, para 98,277. A atenção internacional segue voltada para o simpósio de Jackson Hole, onde o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, falará na sexta-feira (22) sobre perspectivas de juros.
A piora no mercado ocorreu após decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou que cidadãos brasileiros não podem ser afetados no Brasil por leis ou decisões estrangeiras. A medida foi interpretada como reação às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes no mês passado, com base na Lei Magnitsky.
A determinação foi lida por agentes financeiros como um fator de tensão adicional, porque dificulta a negociação da tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros. O governo Lula tenta reduzir o impacto da medida, mas investidores avaliam que o espaço para diálogo diminuiu.
O presidente Donald Trump, que retomou a Casa Branca neste ano, vinculou a imposição das tarifas à condução de processos contra Jair Bolsonaro no STF. A postura tem ampliado o caráter político das negociações, deixando em segundo plano as questões comerciais.
Especialistas do mercado veem risco de novas retaliações, incluindo sanções a instituições financeiras brasileiras que não seguirem diretrizes norte-americanas. Esse cenário adiciona incerteza ao câmbio e ao mercado de ações, em um momento já marcado por instabilidade internacional.
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