Mover: maior programa de descarbonização da história vai impulsionar inovação no setor automotivo

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Entre 2024 e 2028, o programa Mover estima uma soma de R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros disponíveis para empresas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, formalizou a adesão ao Mover (Programa de Mobilidade Verde e Inovação) em uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto. A portaria assinada abre caminho para as empresas do setor automotivo acessarem créditos financeiros destinados a investimentos voltados para a descarbonização da frota de veículos de passeio, ônibus e caminhões.


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Durante a cerimônia, Alckmin enfatizou que o Mover representa o maior programa já criado para incentivar a mobilidade e a descarbonização na indústria automotiva. Ele destacou que o programa visa estimular diferentes rotas tecnológicas, promover inovação e fomentar a produção nacional, beneficiando não apenas a cadeia de autopeças, mas também impulsionando as exportações e contribuindo para a geração de empregos e aumento da renda.

O ministro também ressaltou os indicadores econômicos positivos do primeiro ano do governo Lula e as iniciativas do MDIC em consonância com a estratégia de neoindustrialização do país, incluindo o Programa Nova Indústria Brasil (NIB) e outros programas como Padis, Reiq, Brasil Mais Produtivo e Plano Mais Produção, este último com considerável aporte financeiro de R$ 300 bilhões disponibilizados por meio do BNDES, Finep e Embrapii.

Entre 2024 e 2028, o programa Mover estima uma soma de R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros disponíveis para empresas. Esses créditos podem ser utilizados para redução de impostos federais em troca de investimentos feitos em pesquisa e desenvolvimento, bem como em novos projetos de produção.

De acordo com Mário Alves, Coordenador Geral da Inneco, aceleradora de ecossistemas de inovação, a geração de crédito financeiro em função do investimento em inovação, proposta pelo projeto, no montante de R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025, R$ 3,9 bilhões em 2026, R$ 4 bilhões em 2027 e R$ 4,1 bilhões em 2028 irão direcionar a indústria automobilística e stakeholders para o caminho da sustentabilidade. 

“Nós acreditamos que esse programa irá direcionar a indústria automobilística e a cadeia produtiva nacional e internacional para o caminho da sustentabilidade utilizando os princípios da economia circular com incentivos financeiros claros e crescentes ao longo dos próximos anos, expandindo nos programas que já haviam sido propostos em 2012 e 2018.”

Mário Alves, Coordenador Geral da Inneco
Mário Alves, Coordenador Geral da Inneco (Foto: Acervo Pessoal)

Além disso, o plano inclui a criação do Fundo Nacional para Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), destinado à alocação de recursos em iniciativas prioritárias para o segmento de autopeças e outros elementos da cadeia automotiva.

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