O uso dessa tecnologia possibilita um diálogo entre o prédio real e o seu irmão “gêmeo” virtual, ou seja, é desenvolvida na nuvem toda base de informação técnica e construtiva do que será produzido. (Foto: Pexels)

Com edifícios tridimensionais conhecidos como “gêmeos digitais”, construção civil adentra metaverso

Por: Ívina Sales | Em:
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Cópias perfeitas das construções são disponibilizadas na nuvem com dados atualizados que podem ser acessados durante as obras para realizar possíveis reparos

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da economia brasileira avançou no total de 4,6% em 2021, o setor da construção civil apresentou avanço de 9,7% no mesmo período. Esse resultado caracteriza o maior aumento registrado em 10 anos. O setor recuperou o fôlego após 2020, por meio do incentivo do financiamento imobiliário, da redução das taxas de juros e da suave melhora da economia.


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construção offsite, conhecida como modular, também apresentou bom desempenho, cresceu no mundo em média 5% a 7% ao ano, duas vezes mais que a construção civil tradicional e movimentou US$ 82 bilhões em 2020, de acordo com dados da Terracota Ventures. Essa grandiosidade pede igual inovação, com sua produção alocada em ambiente controlado, a construção offsite opera de forma industrial e cria produtos com três dimensões para todo tipo de aplicação: hotéis, residências, plantas industriais, varejo e escritórios.

Tudo é construído em uma fábrica e depois transportado na forma de módulos, para o local destinado onde serão montados e ajustados no canteiro em alguns dias de forma rápida e sustentável, sem geração de entulhos ou obstáculos inesperados, tornando o projeto previsível. Esse método construtivo traz uma resposta eficaz para as dores presentes na construção tradicional: prazos e orçamentos extrapolados, desperdícios de materiais, passivo ambiental e outros meandros particulares. No caminho do crescimento que a construção offsite vem trilhando, recursos mais requintados também contribuem na gestão inteligente do ativo

Os gêmeos digitais adentram nesse pilar, aprimorando a gestão das variantes que podem acontecer não apenas na fase do projeto, mas também ao longo do ciclo de vida do edifício. O uso dessa tecnologia possibilita um diálogo entre o prédio real e o seu irmão “gêmeo” virtual, ou seja, é desenvolvida na nuvem toda base de informação técnica e construtiva do que será produzido.

Por meio dessa base de dados, cada peça, cada parte da estrutura, parede, instalação elétrica e outros componentes podem ser avaliados, permitindo que a gestão da manutenção preventiva do ativo seja muito mais eficiente. Em caso de alguma anomalia, não será preciso quebrar paredes, interditar ou interferir em pontos desnecessários. Isso proporciona melhor aproveitamento do tempo e poupa recursos não somente durante a obra mas ao longo da vida do ativo.

Essas inovações provocam impactos que vão além da velocidade de resposta a possíveis reparos. Na Inglaterra, por exemplo, os gêmeos digitais e as novas ferramentas já participam de forma importante na economia circular. A partir dos registros do material utilizado temos possibilidades de, daqui a algumas décadas, programar a reposição e reaproveitamento desses materiais.

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