Buscar conhecimento em criptomoedas é a melhor atitude para alcançar o sucesso e evitar armadilhas. (Foto: Freepik)

Criptomoedas: entenda os desafios para investir nesse mercado

Por: Sofia Holanda | Em:
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Com o boom das criptomoedas, após o sucesso do bitcoin, várias pessoas passaram a investir nelas. Mas a pergunta é: qual melhor criptomoeda para aplicar seu capital? É preciso entender esse mercado, quais os tipos de investimentos e os benefícios, para evitar cair em ciladas.


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Embora o bitcoin seja a moeda digital mais conhecida, o conceito de criptomoeda é anterior a ele. Segundo o site Bitcoin.org, mantido pela comunidade ligada ao Bitcoin, as criptomoedas foram descritas pela primeira vez em 1998 por Wei Dai, que sugeriu usar a criptografia para controlar a emissão e as transações realizadas com um novo tipo de dinheiro. Isso dispensaria a necessidade da existência de uma autoridade central, como acontece com as moedas convencionais.

Segundo o portal Trading View, que faz uma análise do mercado de investimentos, o mercado de cripto pode ser extremamente volátil, é crucial acompanhar as grandes mudanças de preços e agir rapidamente. É importante rastrear os tokens que mais aumentaram de valor, para assim, detectar a queda do preço. Ao todo, o portal analisa mais de 200 moedas. Dentre as moedas mais valorizadas no mercado atual, estão as seguintes criptomoedas na cotação do dia 11/04/22 (valores em dólar): Bitcoin ($ 39.508,00), Ethereum ($ 2.973,51), Tether ($ 1.000), Solana ($ 100,11), Cardano ($ 0.933), Terra ($ 82.81). O portal TrendsCE entrevistou investidores e especialistas no mercado de investimentos com foco em explicar ao leitor um panorama desse setor que se encontra em plena expansão.

Rafael Mota, investidor e gestor da CoinBot, uma plataforma de criptoativos, explicou que em 2017 despertou o seu olhar para o mercado de criptoativos, procurou estudar e analisar e em 2018, passou a investir. “O mundo inteiro investe nas criptomoedas, está cada vez prático e seguro investir, mas é importante ter conhecimento. Antes de entrar nele, você precisa estudar o mercado para não ter experiências ruins. É um universo, um ecossistema com múltiplas oportunidades, que o investidor precisa entender um pouco mais desse mercado para aplicar seu capital de uma maneira geral”, ressalta.

As plataformas ajudam os investidores a compreender as transferências de cripotoativos. Com o bom uso de algumas delas, o investidor consegue visualizar a origem e o destino do seu investimento. “É uma ferramenta nova, investimento novo, e o novo assusta as pessoas. Da mesma forma que a internet ao ser lançada, em 1992, as pessoas tinham medo. Hoje, em 2022, já estamos na internet 3.0, a internet das coisas. O cenário das criptomoedas é similar, a evolução está acontecendo. O governo vindo com o dólar digital, real digital, logo em breve, teremos uma diminuição das moedas fiduciárias. Você consegue fazer transferência para qualquer lugar do mundo”, explica o investidor Rafael Mota.

As plataformas tem a função de facilitar a gestão de ativos dos clientes, para diminuir os riscos do negócio. Esse mercado está em constante evolução e, com uma gestão de riscos bem aplicada, o investidor consegue verificar e realizar uma margem mais aceitável.

Yuris Veras, diretor comercial da Plix Investimentos, explica que é preciso cautela e o conhecimento é a chave do negócio. “A principal orientação para quem vai fazer qualquer tipo de investimento, seja ele em criptomoedas, na Bolsa de Valores ou em outros, primeiro você precisa ter uma segurança, então, antes de começar a investir é importante você ter uma reserva de emergência, que vai demorar mais para você ter algum tipo de retorno. Em relação às criptomoedas, o ideal é que você não invista boa parte do seu patrimônio, mas uma parte pequena, porque existe um risco altíssimo atrelado a esse tipo de investimento. E os principais riscos são a volatilidade do mercado, ou seja, o preço do ativo sobe e desce numa velocidade muito alta. É o tipo de investimento que você precisa pensar no longo prazo, não adianta você pensar que vai investir hoje e retirar o valor amanhã. Você precisa ter muito cuidado em que tipo de cripto você vai investir, que por ser um mercado muito novo é preciso ter cautela”, explica.

Já o investidor Marcos de Sousa fala que zerou suas posições na Bolsa de Valores, ou seja, vendeu todos os seus ativos e, atualmente, está focado no mercado de criptomoedas, pois acredita que será o futuro daqui pra frente. “Busquem conhecimento sobre mercado de criptomoedas em canais no YouTube, são pessoas que podem auxiliar nesse processo de aprendizagem. O ideal é fazer um curso. Todo mercado volátil tem seu grau de risco, isso varia com apetite de cada um, por isso é importante entrar aos poucos colocando a gestão de risco em dia. O desafio é se manter atento nas atualizações, pois se trata de um mercado voltado para tecnologia. Eu diria que é o mais seguro e o mais confiável. Quando você investe em algo, você deseja estar com o produto que investiu, no caso de criptomoedas se você quiser tirar seu investimento das corretoras é possível utilizando uma carteira fria, onde você pode armazenar e gerenciar seu dinheiro, neste caso, as criptomoedas. Carteira fria é aquela que usa uma chave gerada por uma fonte que não está conectada ao blockchain e, portanto, não a internet”, explica Sousa.

As criptomoedas têm um novo desafio pela frente: a aprovação de uma legislação que regule os players do mercado, seja no mercado brasileiro, como no internacional. Segundo o portal InfoMoney, 2022 promete ser o marco da regulamentação do mercado de criptoativos. No dia 22 de fevereiro de 2022, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou um projeto de regulamentação do mercado de criptoativos, que tipifica como crime o ato de organizar, gerir, ofertar carteiras ou intermediar operações de criptos com o fim de obter vantagem ilícita.

“Considero positiva a regulamentação do mercado de criptoativos para o setor, grandes bancos e comunidade de investimento estão só esperando essa regulamentação para entrar no jogo. Tenho minhas dúvidas quanto à intenção do Estado em regulamentar as criptomoedas, pois o mesmo não demonstrou eficiência nas questões de liberdade de comércio e na liberdade financeira”, comenta Marcos de Sousa.

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