O mercado de entregas por drones vai refletir diretamente na economia do país, já que deve movimentar US$ 18,65 bilhões até 2028 no mundo, de acordo com dados da Emerg Research. (Foto: Freepik)

Delivery ganha eficiência e agilidade com tecnologia do drone

Por: Kim Belluco | Em:
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iFood está apostando em avanços tecnológicos para realizar a entrega de seus produtos. Em janeiro, a empresa recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para fazer o transporte, em parceria com a Speedbird Aero, por drones no território brasileiro. O primeiro trajeto a receber tal inovação foi Aracaju – Barra dos Coqueiros, que já acumula mais de 100 pedidos entregues por drones na região, antes não atendida pelo aplicativo.


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O mercado de entregas por drones vai refletir diretamente na economia do país, já que deve movimentar US$ 18,65 bilhões até 2028 no mundo, de acordo com dados da Emerg Research. Em 2020, esse mercado foi avaliado em US$ 553,6 milhões. Além disso, o Ifood está apostando na sustentabilidade para alavancar suas entregas. Os drones, por exemplo, não emitem gases poluentes.

“A aprovação pela ANAC do primeiro uso comercial em operação de delivery das Américas mostra até onde conseguimos avançar na incorporação de novas tecnologias no ecossistema do iFood. Seguiremos avançando nos testes para a ampliação do uso desse modal enquanto buscamos novas tecnologias para seguir inovando, sempre com a missão de promover um ecossistema de delivery de excelência. Uma de nossas apostas é o uso de motos elétricas nas entregas. Estamos realizando uma parceria com a montadora Voltz para que esse modal não poluente esteja cada vez mais presente nos centros urbanos e gere impactos positivos. As motos elétricas oferecem aos entregadores um menor custo de manutenção e economia ao utilizar energia elétrica em vez de combustível fóssil. O modal também beneficia a sociedade, pois não emite gases poluentes na atmosfera. Vale lembrar que estamos trabalhando na expansão do iFood Pedal em seis capitais, um projeto em parceria com a TemBici que oferece aluguel de bikes elétricas por valores especiais”, explicou Bruna Bambini, gerente de Inovação Logística do Ifood.

Além de ser ambientalmente sustentável e contribuir para a redução da emissão de CO2 na atmosfera, a entrega por drone traz outros benefícios, como a diminuição do tráfego e dos engarrafamentos em centros urbanos, redução de duas ou três vezes do tempo de uma entrega tradicional, alcance de lugares com pouco ou nenhum acesso por via terrestre, dentre outras.

“Estamos abrindo o nosso leque de opções de como podemos agilizar as entregas e chegar a novos lugares aos quais antes não havia possibilidade pela distância ou por algum outro tipo de barreira. Em Aracaju, por exemplo, os nossos testes que utilizam drone em parte das rotas possibilitaram uma nova área de atuação. Com o uso dessa inovação, conseguimos fazer entregas a partir do Shopping RioMar da cidade de Aracaju aos moradores do município de Barra dos Coqueiros, onde antes não havia possibilidade de atender por estar distante em uma rota terrestre que levava quase uma hora. Agora, o drone consegue levar os pedidos a partir do droneport de Aracaju até a base de Barra dos Coqueiros em poucos minutos, passando por cima do Rio Sergipe, para que os entregadores possam seguir com a etapa final da rota e levar os pedidos até as casas dos clientes. 

Para os consumidores, o impacto é contar com uma maior oferta na plataforma do iFood e na agilidade das entregas. Em Aracaju, por exemplo, nossos testes mostram que o trajeto realizado pelo drone demoraria até 55 minutos por via terrestre. Com o modal aéreo, esse mesmo trecho da rota demora pouco mais de 5 minutos. Ainda, vemos muitos consumidores empolgados com a inovação e dispostos a participar de nossos testes, que são realizados sem qualquer incremento de valor”, completou.

Segundo o iFood, os riscos de fazer o transporte das mercadorias por drones são quase nulos. A empresa garante que todas as entregas serão realizadas em droneports autorizados, o pedido obedecerá a capacidade máxima permitida pela ANC de 2,5kg, respeitará as dimensões da caixa de transporte, terá um checklist rigoroso de segurança dos equipamentos, não haverá filmagem a partir das câmeras dos drones, além de realizar leituras meteorológicas e ter uma rota padrão em camada própria no espaço aéreo para não prejudicar o trajeto de aeronaves. Os funcionários parceiros também terão os seus empregos garantidos.

“Os entregadores parceiros do iFood seguem sendo parte essencial do ecossistema. A chegada do drone está ampliando a capilaridade de nossa operação e os entregadores poderão ter ainda mais áreas para atuar. A cidade de Barra dos Coqueiros, por exemplo, não estava na plataforma do iFood e agora temos entregadores trabalhando na área para realizar as entregas do droneport até a casa das pessoas. Além disso, os entregadores conseguem realizar um grande número de entregas em um menor tempo porque não precisam fazer grandes trajetos, o que possibilita um aumento de ganho“, enfatizou.

A entrega funcionará da seguinte forma: o cliente faz o pedido pelo aplicativo. O item, então, é acondicionado em uma caixa de transporte desenvolvida especificamente para o drone, que é acoplada nele. O drone leva o item de um droneport até outro droneport (área para pouso e decolagem de drones), onde é desacoplado automaticamente e deixado na área de entrega. Uma vez coletado por um parceiro entregador do iFood, o pedido é levado até o endereço indicado pelo cliente na hora do pedido, por moto ou bicicleta.

“O uso de drone em parte das rotas comerciais de delivery é um marco para a logística, tecnologia e inovação do Brasil. Tivemos essa conquista após a liberação da Anac para a operação comercial do drone no projeto do iFood e, com essa autorização, deveremos ter novas rotas em operação. Temos 200 lugares mapeados com potencial para melhorar a eficiência de nossa operação. Agora, seguimos com os testes finais em Aracaju para iniciar o uso de forma comercial. O nosso objetivo é, por meio da tecnologia e inovação aplicadas à logística, potencializar ao máximo os modais já existentes, criar novos recursos para a entrega de comida e, ao mesmo tempo, gerar maior ganho para os entregadores parceiros, mais oportunidades para os estabelecimentos parceiros e agilidade, conforto e segurança para os clientes”, finalizou Brunna Bambini.

Revolução na logística e na experiência do cliente

Conforme Vitor Cavalcanti, diretor-executivo do Instituto IT Mídia, a área de logística está passando por uma grande revolução, mas não sozinha. A inovação deve levar experiências diferenciadas ao consumidor com base na transformação digital, principalmente se tratando de realidade virtual. Ele acredita ainda que, em um futuro breve, haverá drones autônomos no e-commerce.

“É muito difícil prever até onde vai a inovação ou o que podemos dizer dessa ambição. Mas os drones representam grande mudança na questão da logística. É o primeiro passo para haver uma série de veículos autônomos não só no e-commerce, no varejo, mas também no agronegócio. Quando você olha para o e-commerce, é possível notar várias evoluções acontecendo por conta da transformação digital, não só na parte da entrega, mas na logística, que está sendo cada vez mais robotizada, automatizada e com autonomia para fazer todo manuseio de mercadorias”, explicou Cavalcanti.

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