A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciaram na última segunda-feira, 23, parceria de dois anos para investir R$ 15,040 milhões para a retomada da economia do Ceará. (Foto: Freepik

Retomada da Economia: Ceará mantém ritmo e cresce acima da média do Brasil

Por: Sara Café | Em:
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O volume de vendas do comércio varejista do Ceará cresceu 2,5% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal. É a terceira alta consecutiva após subir 7,9% em abril e 9,6% em maio. O resultado do varejo cearense foi o melhor entre os estados brasileiros no mês.


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Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 11 desse mês, pela Pesquisa Mensal do Comércio. A média móvel trimestral foi de 6,7% no trimestre encerrado em junho. Na série sem ajuste sazonal, as vendas do varejo subiram 3,4% frente a junho de 2020.

No comércio varejista ampliado cearense, que inclui as atividades veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas se manteve estável em relação a maio. A média móvel trimestral foi de 5,8%. Frente a junho de 2020, houve alta de 13,7%. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 10,7% e, em doze meses, as vendas subiram 6,8%.

Outro apontamento sobre a melhora da atividade econômica do Ceará é a divulgação do resultado do PIB estadual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), no primeiro trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará fechou em alta de 1,14% em relação ao mesmo período de 2020, quando o índice ficou em 0,18%. O resultado da economia cearense foi ligeiramente superior ao brasileiro, que ficou em 1% nos três primeiros meses deste ano. 

“O resultado do PIB estadual é um bom alento para o processo de retomada econômica no País e no Ceará”, diz Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE). “Os indicativos são muito bons para a nossa economia, se a gente observar que parte dos setores da atividade econômica do Ceará se mantiveram em funcionamento nesse segundo lockdown”.

Coimbra destaca que o setor industrial praticamente não parou durante o segundo lockdown no Estado e que a flexibilização dos setores do comércio e serviços ainda não foram captadas nos índices de atividade.

“A retomada gradual do comércio e dos serviços, mesmo de forma modesta, vão gerar impactos positivos. Então, é provável que a gente tenha um bom crescimento da economia nacional e local”

Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE)

Novo cenário da economia pós-pandemia

Diante desse novo cenário da economia cearense, empresas e trabalhadores do segmento têm também muitos desafios a superar. As empresas consideradas essenciais, em razão do distanciamento social foram impactadas nas compras presenciais, aumentando os custos logísticos de entrega e obrigando a utilização de plataformas online de vendas e/ou relacionamento. Por isso, investimento em tecnologia e qualificação deve ser foco do Ceará no pós-pandemia.

A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciaram na última segunda-feira, 23, parceria de dois anos para investir R$ 15,040 milhões para a retomada da economia do Ceará. Segundo o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, “a entidade está fazendo história ao ser a primeira das 27 federações de indústrias do País a celebrar um contrato com o Sebrae Nacional.” Ao todo, serão 17 projetos beneficiados e vários setores são alcançados, desde o comércio, mineração até a indústria de moda.

E com a retomada de vários setores econômicos, nada melhor do que estar preparado para maiores oportunidades de trabalho e renda. Para ajudar o público que está em busca de novos conhecimentos neste momento, o Senac Ceará oferece cursos presenciais e online, nos mais diversos segmentos que envolvem o comércio de bens, serviços e turismo. 

Enquanto a taxa de desemprego cresce na pandemia, chegando a 14,7% no primeiro trimestre no país, cresce o número de pessoas que empreenderam, como forma de gerar renda. Mais de 620 mil micro e pequenas empresas surgiram, de acordo com pesquisa divulgada pelo Sebrae em abril. É importante destacar, no entanto, que cerca de 60% das empresas fecha antes dos cinco anos de funcionamento, como aponta o IBGE. De acordo com o Sebrae, boa parte dos problemas que levam ao fechamento estão relacionados a falhas ainda no planejamento das empresas. Portanto, quem busca empreender precisa estar preparado.

Ao estudar o mercado e verificar as oportunidades, elaborar um plano de negócios e investir na sua formação para gerenciar a empresa, o empresário aumenta suas chances de obter sucesso, e consequentemente movimenta a economia cearense. 

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