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Por: Gladis Berlato

11/12/2020, 08:43

(ATUALIZADO: 18/01/2021, 16:26)

Ceará tem 11% de empreendimentos ativos a mais que ano passado

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De acordo com especialista, é forte a criação de novas empresas, porém muitas delas surgiram para sair da informalidade ou são fruto do desemprego. É uma tendência que deve continuar após pandemia, mas que vai requerer adequações

O cenário da nova economia decorrente da pandemia fomentou iniciativas de diferentes complexidades, baseadas em muita criatividade. Por sobrevivência ou não, o Brasil gerou novas empresas, notadamente de micro e pequeno porte, evitando que o desemprego fosse muito além dos já caóticos 13 milhões de pessoas sem ocupação. Conforme acompanhamento do Mapa das Empresas, publicação da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, vinculada ao Ministério da Economia, no segundo quadrimestre de 2020 foram abertas 1.114.233 empresas. O número representa um aumento de 6% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020 e de 2% sobre o segundo quadrimestre de 2019, em plena pandemia do coronavírus. 


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No mesmo período, foram fechadas 331.569 empresas, 6,6% a menos do que o primeiro quadrimestre de 2020 e queda de 17,1% em relação a igual período no ano anterior. O saldo, entretanto, se manteve positivo com 782.664 empresas abertas, de um universo de 19.289.824 empresas ativas. O Estado que lidera esta lista é São Paulo com 5,4 milhões, 317 mil abertas somente no segundo quadrimestre de 2020. Na sequência estão Minas Gerais (2 milhões) e Rio de Janeiro (1,8 milhão). 

O Ceará segue a mesma linha. Conforme dados da Junta Comercial do Estado (Jucec), autarquia ligada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), até outubro foram registradas 73.880 novas empresas. Igualmente o saldo é positivo com 51.082 empreendimentos ativos, o que é 11% maior do que o saldo de 2019

“Os números nos permitem avaliar que o Ceará continua crescendo no número de novas empresas a cada mês, ao passo que os fechamentos têm reduzido, desde o início do ano, principalmente no segmento comercial”.

Carolina Monteiro, presidente da Jucec

O comércio teve crescimento de 4,10% de janeiro a outubro com 27.533 registros, avanço puxado pelo comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (4.948 registros) e o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, tais como minimercados, mercearias e armazéns, com 3.254 novos empreendimentos, de janeiro a outubro de 2020. Carolina atribui as melhorias à simplificação do processo de abertura de empresa, feita de forma 100% digital e observa que a Jucec disponibiliza serviços totalmente digitais e ainda possibilita o registro de empresas de forma automática, permitindo a abertura de um empreendimento em minutos.

Os maiore empregadores do Brasil

O olhar crítico de quem acompanha tecnicamente o cenário econômico vê cautela no horizonte. O economista Célio Fernando Melo, sócio-diretor da BFA Assessoria em Finanças e Negócios, concorda que é forte a criação de novas empresas, inclusive no Ceará, porém muitas delas surgiram para sair da informalidade ou são fruto do desemprego. Segundo ele, essa é uma tendência que deve continuar após pandemia, mas que vai requerer adequações.

Célio se refere à necessidade de mão-de-obra qualificada ou requalificada para dar respostas à nova economia digital e de investimentos em modernização por parte das empresas para competirem nesta nova realidade que encontra um Brasil com inflação alta e dívida estourada. De acordo com o economista, é urgente que o País promova uma consistente política de sustentação dessas iniciativas, que destrave as reformas estruturais e mostre equilíbrio no âmbito político-institucional para ganhar a necessária confiança dos investidores.

“Teremos um 2021 difícil que precisará crescer, no mínimo, 4,2% para recuperar a queda estimada de 3,5% ou mais neste ano”

Célio Fernando Melo, economista e sócio-diretor da BFA Assessoria em Finanças e Negócios

MPEs retomam criação de empregos perdidos 

Com as credenciais de quem responde por mais de 90% do universo empresarial brasileiro, por mais de 50% dos empregos formais e por 44% da massa salarial, as micro e pequenas empresas (MPEs) têm sido o caminho mais curto para a recuperação dos empregos perdidos durante a pandemia. Somente em outubro, geraram um saldo líquido de 271 mil postos de trabalho (68,6% do total de empregos gerados no país), segundo acompanhamento do Sebrae nacional. Com essa performance, o saldo negativo acumulado desde janeiro, que era de 294,3 mil, caiu para 26 mil postos de trabalho

Atividades Econômicas que mais cresceram no Brasil

 “É a capacidade de resiliência e recuperação das MPEs”, analisa o presidente do Sebrae, Carlos Meirelles, convicto de que isto se deve também às medidas oficiais de redução da burocracia e do mais fácil acesso ao crédito. Por conta disso, as MPEs podem acelerar a retomada da economia como agentes ativos, o que vai depender da permanência e fortalecimento da política do governo através de iniciativas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), fundamental para o fluxo de caixa num momento de tamanhas dificuldades. 

Em podcast da Agência Sebrae de Notícias, o analista da Unidade de Gestão Estratégica, Paulo Jorge, diz acreditar que o saldo negativo de empregos deverá ser anulado já na próxima semana com a divulgação dos resultados de novembro neste acompanhamento permanente. Para ele, a explicação para tal desempenho é que as MPEs são mais enxutas em suas estruturas permitindo maior adaptação às crises. Também aponta o auxílio emergencial de R$ 600,00, o que garantiu um nível razoável de consumo, evitando uma crise de maiores proporções.

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