O Boletim Focus projeta que o índice da taxa de juros alcance o patamar de 13,25% até o final de 2026. Por assim, antes a avaliação da mediana do relatório resultava em 13,50%.
Ao passo que até o final do ano ainda estão previstas mais duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir a nova configuração. O mais recente encontro do Copom, a princípio, estabeleceu o parâmetro cortando a variável a 13,75%, em setembro.
Nesse ínterim, a predição delineada para 2027 e 2028 atingem respectivamente 12,00% e 10,50%. O analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, ressalta que para até o final de 2027, ele pressupõe um índice alcançando algo próximo de 11,5%.
Segundo o especialista, a nova composição do Congresso pode favorecer uma agenda de controle de gastos. No entanto, menciona que não garante ajuste, condicionada ao critério da barganha da divisão de poderes.
“Se o próximo governo apresentar rapidamente uma trajetória crível para dívida e despesas, o prêmio fiscal tende a cair, abrindo espaço para dólar mais comportado, inflação menor e cortes adicionais de juros”, acentua.
A perspectiva da inflação, conforme o relatório, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu, na constatação de setembro. Agora, a projeção se elevou de 5,01% para 5,22%, maior alta semanal desde abril.
Por assim, a avaliação se efetuou na última semana de setembro que derivou em 0,76%, ante 0,82%. Para o próximo ano, o quadro é na inflação atingindo o degrau de 4,30%, e para uma queda mais acentuada, para 3,79%.
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB), atualmente, permanece estável em 2026 e 2027, após semanas de revisões para baixo. A mediana das projeções para o crescimento do PIB deste ano permaneceu em 1,85%, enquanto a de 2027 seguiu em 1,40%. Para 2028, a projeção subiu de 1,81% para 1,83%.
Saiba Mais:
Boletim Focus mantém Selic em 13,75% e reduz projeção do PIB
Boletim Focus reduz projeção da inflação e aponta Selic a 13,75%