O Brasil prevê cerca de R$ 160 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes entre 2027 e 2030. Para isso, a carteira apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos na última quinta-feira (8) reúne novos leilões, concessões, autorizações para projetos privados e obras.
No setor portuário, por exemplo, o planejamento inclui 34 leilões, com investimentos estimados em R$ 20,6 bilhões. Além disso, estão previstas 70 autorizações para empreendimentos privados, que podem mobilizar outros R$ 33,1 bilhões.
Santos concentra o principal projeto portuário
Entre os projetos previstos, o terminal de contêineres Tecon 10, no Porto de Santos, lidera a carteira, com investimento estimado em R$ 6,45 bilhões.
Na sequência, aparece o terminal SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), com R$ 3,84 bilhões. Já o terminal ITJ01, no Porto de Itajaí (SC), prevê R$ 2,66 bilhões.
Além desses projetos, a carteira inclui o VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA), com R$ 1,93 bilhão, e o IQI15, no Porto do Itaqui (MA), com R$ 1,22 bilhão.
Aeroportos regionais e hidrovias também recebem recursos
Além dos investimentos portuários, o planejamento prevê cerca de R$ 2 bilhões para obras em aeroportos regionais. Ao mesmo tempo, as intervenções hidroviárias devem receber R$ 7,6 bilhões.
Como comparação, entre 2023 e 2026, o Brasil realizou 29 leilões portuários, que somaram R$ 15,68 bilhões em investimentos, segundo o ministério.
Dessa forma, a nova carteira reúne projetos para ampliar a infraestrutura logística brasileira até 2030, combinando recursos públicos, concessões e participação da iniciativa privada.
Saiba mais:
Prefeitura de Fortaleza projeta 6 obras para destravar o trânsito