Patrimônio investido no Brasil chega a R$ 9,14 trilhões

FIDCs e fundos de investimento Patrimônio
Patrimônio investido por pessoas físicas chega a R$ 9,14 trilhões no Brasil, com alta de 6,4% e crescimento de 8,9% no Nordeste. (Foto: Magnific)

O patrimônio investido por pessoas físicas no Brasil chegou a R$ 9,14 trilhões no primeiro semestre de 2026. O valor representa alta de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O mercado adicionou R$ 553,4 bilhões em recursos em 12 meses. Entre os perfis acompanhados pela entidade, o varejo de alta renda apresentou o maior crescimento. As aplicações desse grupo avançaram 7,8% e alcançaram R$ 3,37 trilhões.

Na sequência, o varejo tradicional cresceu 6,1%, para R$ 2,99 trilhões. Já o segmento private avançou 5,2% e chegou a R$ 2,77 trilhões.

Além disso, os dados mostram mudanças na composição das carteiras. A renda fixa continua concentrando a maior parcela dos recursos, mas produtos de renda variável também ganham espaço entre alguns perfis.

Renda fixa concentra crescimento

A renda fixa respondeu por 65% do crescimento absoluto do mercado no primeiro semestre. O patrimônio aplicado nessa classe avançou 7% e chegou a R$ 5,49 trilhões.

Dentro desse grupo, os títulos públicos registraram uma das maiores expansões. O volume aplicado em dívida pública cresceu 32,9% e alcançou R$ 349,8 bilhões.

No segmento private, a alta chegou a 56,9%. Já no varejo tradicional e no varejo de alta renda, os avanços foram de 27,4% e 26%, respectivamente.

Os CDBs continuam na liderança em volume. O estoque desses títulos atingiu R$ 1,44 trilhão, com crescimento de 8,5% no período.

Entre os produtos isentos de Imposto de Renda, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ganhou espaço. O volume aplicado aumentou 13,7%. Por outro lado, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) recuaram 6,7%.

Varejo amplia exposição à renda variável

Ao mesmo tempo, investidores do varejo tradicional aumentaram a participação em produtos de renda variável.

As aplicações diretas em ações cresceram 12,1% no semestre. Com isso, o volume investido nessa modalidade chegou a R$ 115,2 bilhões.

Os Fundos Imobiliários (FIIs) apresentaram crescimento ainda maior. O patrimônio aplicado pelo varejo tradicional avançou 56% e atingiu R$ 43,8 bilhões.

Os fundos de índice, conhecidos como ETFs, também registraram expansão. O volume consolidado do mercado cresceu 38,8% no período.

Portanto, os números indicam uma maior diversificação das carteiras. A renda fixa ainda domina o mercado, mas ativos de renda variável avançam entre investidores do varejo.

Private ganha contas e reduz ticket médio

O segmento private apresentou uma mudança relevante no primeiro semestre. O número de contas ativas aumentou 22%, passando de 166,8 mil para 203,5 mil.

Apesar da entrada de novos clientes, o patrimônio médio por conta caiu 13,8%. O ticket médio passou de R$ 15,8 milhões para R$ 13,6 milhões.

A movimentação pode estar relacionada à entrada de investidores que atingiram recentemente o patrimônio mínimo necessário para integrar o segmento. Assim, o número de contas cresce mais rápido do que o patrimônio médio.

Nos demais grupos, o ticket médio permaneceu praticamente estável. No varejo de alta renda, ficou em R$ 136,8 mil, enquanto no varejo tradicional chegou a R$ 14,7 mil.

Nordeste cresce acima da média nacional

O Sudeste continua concentrando a maior parcela do patrimônio investido no país. A região reúne R$ 6,06 trilhões, equivalente a 66,3% do total.

Além disso, o Sudeste adicionou R$ 324,2 bilhões em patrimônio nos primeiros seis meses do ano. O volume mantém a região como principal polo financeiro do país.

Por outro lado, o Centro-Oeste apresentou o maior ritmo de crescimento regional. O patrimônio investido avançou 9,5% e chegou a R$ 492,8 bilhões.

O resultado acompanha o desempenho do segmento private na região, que cresceu 13,9%. Nesse cenário, a força do agronegócio contribui para ampliar a concentração de patrimônio e investimentos no Centro-Oeste.

O Nordeste, por sua vez, registrou alta de 8,9% no volume investido. O resultado ficou acima da média nacional de 6,4%. A região Norte também apresentou crescimento superior ao país, com avanço de 10,2%.

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