Trilha Caminhos da Ibiapaba conecta turismo e conservação no Nordeste

Trilha Caminhos da Ibiapaba
A Trilha Caminhos da Ibiapaba liga Piracuruca (PI) a Ubajara (CE) em 164 km, passando por seis municípios e três unidades de conservação. (Foto: João Luiz/MTur)

A Trilha Caminhos da Ibiapaba conecta os municípios de Piracuruca, no Piauí, e Ubajara, no Ceará, em um percurso de longo curso que atravessa áreas de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Ao longo do caminho, o roteiro reúne paisagens naturais, comunidades tradicionais e unidades de conservação. Assim, a experiência combina turismo de aventura, história regional e conservação ambiental.

Com 164 quilômetros de extensão, divididos em oito trechos, a trilha pode ser percorrida a pé ou de bicicleta em aproximadamente cinco dias. O percurso passa por seis municípios: Piracuruca, Brasileira e São João da Fronteira, no Piauí, além de Ubajara, Tianguá e Ibiapina, no Ceará. Além disso, a transição entre diferentes biomas amplia a diversidade de paisagens e ecossistemas encontrados durante o trajeto.

Uma trilha pela história

Mais do que um roteiro turístico, a Trilha Caminhos da Ibiapaba também recupera parte da história da região. O traçado foi inspirado na antiga rota utilizada por mercadores que transportavam produtos do Ceará, atravessavam o Piauí e seguiam em direção ao Maranhão.

Ao longo do percurso, os visitantes encontram comunidades que preservam casarios históricos do século 17. Da mesma forma, açudes e reservatórios que contribuíram para a ocupação do território integram a paisagem e ajudam a contar a história dos municípios atravessados pela trilha.

Além da dimensão histórica, o caminho permite contato com a rede hídrica da região. Rios como Jenipapo, Piracuruca, Pejuaba e Jaburu fazem parte do percurso e reforçam a relação entre os ambientes naturais e as comunidades locais.

A trilha também conecta três unidades de conservação: o Parque Nacional de Sete Cidades, o Parque Nacional de Ubajara e a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba. Com isso, o percurso estabelece uma conexão entre diferentes áreas protegidas e amplia as possibilidades de desenvolvimento do turismo sustentável.

Nesse sentido, o roteiro associa visitação, conservação e valorização do patrimônio natural e cultural. A integração entre essas áreas também contribui para aproximar os visitantes da biodiversidade presente na região.

O símbolo da trilha é a guariba-da-caatinga. A escolha busca destacar a biodiversidade regional e chamar a atenção para a necessidade de conservação das espécies encontradas ao longo do percurso. Dessa forma, a trilha utiliza o turismo como uma ferramenta de aproximação entre visitantes, comunidades e patrimônio ambiental.

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