O Grupo Serdan Mineração avança na certificação de áreas com potencial para exploração de lítio em Quixeramobim e Banabuiú, no Sertão Central do Ceará. O projeto prevê investimento de até R$ 5 bilhões (US$ 1 bilhão), destinado à certificação das reservas e à futura implantação de uma planta de processamento, segundo Sergio Dantas, CEO da empresa.
A companhia, que atua tradicionalmente na mineração de ferro, também conduz pesquisas na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Atualmente, cerca de 30 profissionais trabalham exclusivamente nos estudos geológicos no Nordeste. Além disso, a empresa avalia, em parceria com um grupo chinês, a instalação de uma fábrica de baterias em uma etapa futura do projeto.
Investimento depende da certificação das reservas
Apesar da projeção de R$ 5 bilhões, a empresa esclarece que o valor representa o potencial máximo do projeto. A decisão sobre o investimento definitivo dependerá da certificação das reservas minerais.
Segundo Dantas, a instalação de uma planta industrial exige um volume mínimo de minério economicamente viável. Portanto, a certificação das áreas representa a principal etapa antes da definição dos aportes.
Além disso, o executivo afirma que a falta de sondagens geológicas profundas no Ceará torna esse processo ainda mais importante. Por isso, a empresa concentra esforços nas pesquisas em Banabuiú, Quixeramobim e também na Paraíba.
Transnordestina impulsiona projeto no Ceará
De acordo com o CEO da Serdan, a Ferrovia Transnordestina foi o principal fator para a escolha do Ceará como base do projeto.
A empresa pretende utilizar o Terminal Portuário do Pecém para instalar uma unidade destinada à produção de carbonato de lítio, utilizando um forno importado da China. Enquanto isso, a planta de beneficiamento do minério deverá ficar em Quixeramobim, com ligação logística pela ferrovia.
Segundo Dantas, essa estrutura permitirá reduzir custos de transporte de equipamentos e da futura produção, aumentando a competitividade do empreendimento.
Cronograma prevê pesquisas e licenciamento
Durante 2026, a Serdan pretende concluir a certificação das áreas, estruturar um centro de tecnologia, abrir um escritório na região e avançar nos processos de licenciamento ambiental e mineral.
Ao mesmo tempo, a companhia estuda programas de capacitação profissional para suprir a demanda por mão de obra especializada na mineração.
Já a produção de baterias integra um planejamento de longo prazo. Conforme a empresa, essa etapa poderá levar cerca de cinco anos, considerando o tempo necessário para licenciamento, pesquisas complementares e implantação industrial.