As taxas de juros são as principais bússolas que norteiam positivamente as empresas industriais buscarem crédito junto aos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O levantamento é uma constatação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que averiguou a conjuntura no período que compreende de 2022 a 2025.
O período emblematizou – se por o dígito da taxa básica de juros oscilar na faixa acima dos 10% ao ano.
Apesar do índice elevado, a pesquisa da CNI aponta que 94% do segmento industrial considera atrativos os apontamentos dos juros.
A analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, reforça que atualmente as taxas de juros são o maior entrave para a obtenção de crédito no país.
Apesar do início do corte de juros pelo Banco Central recentemente, a especialista realça que o patamar ainda se encontra alto.
“É preciso ponderar que os juros médios cobrados da indústria ainda são bem maiores do que para o setor rural, por exemplo”, pontua.
Desinformação e burocracia, os gargalos do acesso ao crédito
A pesquisa da CNI ressalta que no ecossistema há desinformação na existência do recurso.
O apontamento destaca que na proporção de quatro em cada dez indústrias, ou seja 38,1%, há desconhecimento dos fundos.
Uma outra abordagem é no que consiste na burocracia ou demora no processo enfatizada por aquelas corporações que estão cientes dos fundos, mas não ingressaram no crédito.
Neste contexto, o levantamento menciona 38,5% das instituições avaliadas.
Diretrizes da utilização do crédito:
- Direcionamento para compra de máquinas e equipamentos: 56%;
- Construção, manutenção e modernização estrutural: 22%
- Capital de giro: 18%
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