O mercado global de serviços arquitetônicos prevê aportes de US$ 605,62 bilhões até 2033. No ano passado, o englobamento atingiu ativos de US$ 411,67 bilhões.
O crescimento até 2033 representa crescimento médio anual de 5%.
A princípío, o panorama é uma análise estatística da companhia especializada em consultoria e pesquisa internacional de mercado, a Grand View Research.
De acordo com a Fisher Group, empresa dedicada ao mercado imobiliário de luxo, a conjuntura é atribuída ao aumento das atividades de construção no mundo.
Além disso, em especial, pela urbanização em países em desenvolvimento como no Brasil.
Fator relevante que contribui no contexto, a maior demanda por planejamento urbano, gestão de projetos, design de interiores, projeção de espaços e desenvolvimento de projetos arquitetônicos.
Mercado do setor é reflexo da percepção dos moradores
O CEO do Fischer Group, Cláudio Fischer, ressalta que o crescimento global do mercado de arquitetura reflete uma mudança na conduta citadina e também na percepção dos moradores.
Cláudio explica que a arquitetura deixou de pleitear apenas um critério estético para assumir funcionalidade à qualidade de vida, eficiência e relação ao ambiente urbano.
“Hoje, existe uma preocupação crescente com conforto térmico, qualidade do ar, iluminação natural e integração com a natureza, especialmente em cidades mais densas”, afirma.
Personalização é característica contemporânea na arquitetura
Os moldes que permeiam as características arquitetônicas modernas conjugam – se a singularidade e o apelo artesanal.
Em conclusão, a abordagem é uma configuração do Relatório Global de Tendências de Design 2025 da WGSN/Nelly Rodi, o qual apontou que mais de 70% dos consumidores preferem este formato.
Contudo, a arquiteta Joana Rezende relata que o morador não se identifica com uma aparência residencial subtraída de um catálogo genérico de revista.
“Ele quer um espaço que conte a sua história, que celebre suas raízes e que promova bem-estar emocional”, explica.
Aspecto que comprova a tendência, é que dados da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD) revelam um crescimento de 45% na procura por peças de artesanato e móveis de design.
O aparato ocorre em detrimento da importação e da mobília industrializada, no intervalo de cerca de dois anos, em registro de arquiteturas assinadas.
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