Selic: Durigan defende continuidade da queda dos juros

Dario Durigan e taxa selic
Selic cai para 14,25% e ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que ainda há espaço para novas reduções dos juros. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A taxa Selic voltou a cair no Brasil após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Um dia depois da redução para 14,25% ao ano, Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que ainda vê espaço para novos cortes nos juros e defendeu que a política monetária não reaja a eventos temporários de curto prazo.

Além disso, Durigan avaliou que conflitos internacionais, como a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, não deveriam influenciar de forma decisiva as decisões sobre juros. Segundo ele, os impactos observados no mercado de petróleo já mostram sinais de arrefecimento.

Selic segue no centro do debate

Durante entrevista ao portal Metrópoles, Durigan afirmou que a política monetária deve considerar tendências mais estruturais da economia.

“A política monetária não deveria olhar para esses testes de soluços ou intercorrências no curto prazo, como foi o caso da guerra, que agora já estamos vendo um arrefecimento, já estamos com o preço do petróleo em um patamar mais baixo”, disse.

Em seguida, o ministro reforçou sua avaliação sobre os próximos movimentos da taxa básica de juros.

“Eu sigo achando que tem espaço para novos cortes, mas isso sem dúvida nenhuma é uma competência do Banco Central, eu estou aqui simplesmente expondo a posição que eu penso”, acrescentou.

Selic recua para 14,25%

Na quarta-feira, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano.

Ao mesmo tempo, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos da política monetária. Segundo a autoridade monetária, o cenário exige avaliação de trajetórias alternativas para alcançar a meta de inflação em horizonte mais longo.

Enquanto isso, analistas consultados pelo Banco Central no Boletim Focus seguem elevando as projeções para a inflação e para a própria taxa Selic nos próximos anos.

Durigan rebate Trump

Por fim, o ministro também respondeu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o Brasil como um país mais agressivo e politicamente perigoso.

Segundo Durigan, as declarações não encontram justificativa e podem contribuir para aumentar a instabilidade política e econômica.

“Eu não vejo a razão para uma declaração deste tipo, a não ser querer gerar instabilidade, querer atuar em favor da oposição.”, declarou.

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