Os investimentos do Ceará alcançaram R$ 1,3 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026. O volume representa um crescimento de 56% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça a trajetória de expansão dos aportes públicos no estado.
Os dados foram apresentados por Fabrízio Gomes, secretário da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), durante reunião da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT), realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Ao mesmo tempo, o gestor destacou que o estado registrou o menor nível de endividamento desde 2011.
Trajétoria dos Investimentos
Segundo os dados apresentados, o Ceará mantém uma trajetória de crescimento dos investimentos públicos nos últimos anos. Em 2024, o estado encerrou o ano com R$ 3,9 bilhões investidos. Posteriormente, o volume chegou a R$ 4,8 bilhões em 2025.
Nesse cenário, a expectativa do governo estadual é registrar um novo recorde em 2026.
“Fechamos o ano de 2024 com R$ 3,9 bilhões, o maior investimento da história; ultrapassamos em 2025 com R$ 4,8 bilhões e a tendência é que em 2026 a gente finalize o ano com mais um recorde histórico”, compartilhou Fabrízio Gomes, secretário da Fazenda do Ceará.
Equilíbrio fiscal
Além do crescimento dos aportes, o estado apresentou indicadores fiscais dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
De acordo com os números divulgados, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) atingiu 24,4% no primeiro quadrimestre de 2026. O percentual permanece bem abaixo do limite de 200% permitido para os estados.
Por sua vez, o Ceará também manteve indicadores como despesa com pessoal, resultado primário, resultado nominal, operações de crédito e endividamento dentro dos parâmetros previstos pela legislação.
Alta da arrecadação
A apresentação também destacou o desempenho das receitas estaduais. Nesse contexto, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu 10% no período analisado.
Em comparação, Pernambuco registrou crescimento de 5%, enquanto a Bahia apresentou avanço de 2%.
Dessa forma, o aumento da arrecadação contribui para ampliar a capacidade de investimento do estado e sustentar novos projetos ao longo de 2026.
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