O empreendedorismo entre pessoas de 55 a 64 anos registra o maior índice de percepção de oportunidades para abertura de novos negócios no curto prazo. Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 65,7% dos entrevistados dessa faixa etária identificam cenários favoráveis para empreender nos próximos seis meses.
Ao mesmo tempo, o otimismo também aparece em outras faixas etárias. Entre jovens de 18 a 34 anos, o índice chega a 65%. Já entre pessoas de 35 a 54 anos, o percentual alcança 63,9%. Entre entrevistados de 65 a 74 anos, a percepção positiva soma 58,2%.
Empreendedorismo varia conforme idade
Os indicadores da pesquisa variam de acordo com o horizonte temporal e a percepção de viabilidade para abrir um negócio. Nesse sentido, a intenção de empreender no longo prazo aparece com mais força entre jovens de 18 a 34 anos.
Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados dessa faixa etária demonstram intenção de abrir um negócio nos próximos três anos. Em seguida, o índice cai para 42% entre pessoas de 35 a 54 anos, 32% entre 55 e 64 anos e 19% entre 65 e 74 anos.
Empreendedorismo ganha percepção positiva
A pesquisa também aponta diferenças na percepção sobre facilidade para começar um negócio. Nesse cenário, o entendimento de que empreender é simples cresce conforme a idade avança.
Entre jovens de 18 a 34 anos, 39% consideram fácil iniciar uma empresa. Já na faixa de 35 a 54 anos, o índice sobe para 45%.
Por outro lado, o percentual alcança 59% entre pessoas de 55 a 64 anos. Entre entrevistados de 65 a 74 anos, a taxa chega a 47%.
Sebrae aponta cenário favorável
Rodrigo Soares, presidente interino do Sebrae, afirma que os números refletem um ambiente econômico mais favorável para novos negócios.
“Quando a economia cresce, o empreendedorismo cresce junto. Hoje temos inflação controlada, aumento da renda e baixo desemprego. Isso cria um ambiente mais favorável para empreender”, afirma.
Além disso, Soares relaciona experiência profissional à percepção de viabilidade para abrir empresas.
“A maior experiência pode estar associada ao maior otimismo quanto à facilidade para empreender”, complementa.
Pesquisa analisa novos negócios
A pesquisa GEM considera atividades autônomas, abertura de empresas e expansão de negócios formais e informais.
Além disso, o levantamento utiliza entrevistas com a população adulta e consultas a especialistas para analisar as condições estruturais do país para o desenvolvimento do empreendedorismo.
Saiba mais:
Ceará alcança marca histórica de 1,1 milhão de empresas ativas