O Senado Federal aprovou duas operações de crédito que somam US$ 123,5 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 630 milhões, para projetos ligados à transição energética no Complexo do Pecém, no Ceará.
Os recursos serão utilizados para ampliar a infraestrutura necessária à cadeia produtiva do hidrogênio verde no estado.
Além disso, os investimentos envolvem obras estruturantes dentro do complexo industrial e portuário.
Parte do investimento será direcionada à implantação de corredores de utilidades destinados ao transporte de água, energia e amônia verde.
Ao mesmo tempo, a estrutura pretende integrar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE Ceará) ao porto.
A princípio, se prevê a expansão do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT). Segundo o planejamento, a ampliação incluirá um novo berço de atracação.
Ao passo que o investimento prevê modernização e expansão do Píer 2, estrutura voltada às operações e exportações de amônia verde.
Banco Mundial e Climate Investment Funds financiam operação
Os financiamentos aprovados no Senado têm origem em organismos internacionais.
Segundo o projeto, US$ 90 milhões serão provenientes do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), vinculado ao Banco Mundial.
Contudo, outros US$ 33,5 milhões serão financiados pelo Climate Investment Funds (CIF).
A relatoria da proposta ficou sob a tutela do senador Camilo Santana (PT).
De acordo com o parecer apresentado, os investimentos incluem estruturas voltadas à capacitação, pesquisa, inovação e desenvolvimento da cadeia do hidrogênio verde.
Como resultado, as ações abrangem iniciativas direcionadas ao entorno do Complexo do Pecém.
A proposta aprovada pelo Senado não necessita de sanção presidencial.
Presidente do Complexo do Pecém destaca impacto estratégico dos investimentos
O presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, afirmou que os recursos representam avanço para a infraestrutura ligada ao setor energético.
Segundo ele, os investimentos devem fortalecer a integração logística e ampliar a capacidade operacional do complexo.
Nesse meio termo, Max Quintino destacou o potencial dos projetos para consolidar o equipamento em áreas ligadas à energia limpa.
“Estamos preparando o Ceará para atrair novos investimentos, ampliar a competitividade industrial, gerar empregos qualificados e ocupar uma posição de protagonismo na transição energética global”, frisou.