Minerais críticos ganham propostas para destravar investimentos

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Associação dos Minerais Críticos propõe mudanças em projeto de lei para ampliar segurança jurídica e atrair investimentos ao setor mineral. (Foto: Magnific)

A Associação dos Minerais Críticos (AMC) propõe cinco mudanças no projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil. O texto já passa pela Câmara dos Deputados e agora aguarda votação no Senado.

Além disso, a entidade afirma que as sugestões buscam equilibrar soberania nacional sobre recursos estratégicos com atração de capital privado e segurança regulatória. As propostas apresentadas ao PL 2780/2024 seguem modelos adotados no Canadá, Austrália e União Europeia.

Minerais críticos miram segurança jurídica

Entre as propostas, a AMC defende a criação de uma lista oficial de minerais críticos e estratégicos anexada à lei. Além disso, a atualização ocorreria a cada quatro anos com critérios técnicos publicados.

Segundo a associação, a diferenciação entre minerais “estratégicos” e “críticos” ajudaria a separar políticas de incentivo industrial de mecanismos de monitoramento e controle.

Atualmente, países como Canadá, Austrália e integrantes da União Europeia já adotam classificações semelhantes.

Minerais críticos podem ganhar novos prazos

A AMC também propõe prazos máximos para análises do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).

A entidade sugere:

  • 60 dias para análise simplificada
  • 120 dias para análise completa
  • prorrogação única de 60 dias com justificativa formal

Além disso, o setor pede critérios mais claros para homologação de operações envolvendo investimentos estrangeiros e participação societária.

Investimentos estrangeiros

Outro ponto envolve contratos de fornecimento de longo prazo, conhecidos como offtakes. Atualmente, o texto prevê revisão ampla desses contratos em determinadas situações.

No entanto, a AMC propõe restringir o mecanismo apenas a contratos exclusivos acima de dez anos firmados com empresas estatais de países considerados de risco.

Além disso, a associação sugere três níveis diferentes de tratamento conforme a origem do investimento:

  • parceiros com acordo de livre comércio
  • países membros da OMC
  • estatais e jurisdições classificadas como risco

Segundo a entidade, o modelo aproxima o Brasil de padrões regulatórios internacionais. “Nenhuma dessas medidas é exótica. Todas já existem em regimes estudados internacionalmente”, afirma a AMC.

Minerais críticos ampliam disputa global

Os minerais críticos ganham importância estratégica nos últimos anos devido ao avanço da transição energética, eletrificação e indústria de tecnologia.

Atualmente, materiais usados em baterias, veículos elétricos, semicondutores e equipamentos industriais entram no centro da disputa global por cadeias de suprimento.

Além disso, o Brasil aparece como um dos países com potencial de expansão na produção mineral. No entanto, representantes do setor afirmam que o país ainda enfrenta desafios ligados a financiamento, segurança jurídica e previsibilidade regulatória.

“As restrições fazem sentido em países com fontes domésticas de capital. O Brasil ainda não possui essa mesma estrutura”, afirma a associação.

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