Sudene lança programa no Ceará para impulsionar Indústria 4.0 e captação de recursos 

Francisco Alexandre
O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre (imagem), destaca que o foco com a medida é incrementar competitividade nas empresas cearenses. (Foto: Fiec)

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) lançou, nesta manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o programa NÉ 4.0 – Núcleos da Nova Indústria Brasil (N-NIB). A iniciativa busca fortalecer a Indústria 4.0 no Ceará. Além disso, o programa pretende estimular a transformação digital e apoiar a captação de recursos para o setor produtivo.

Segundo a autarquia, o programa visa oferecer diagnósticos gratuitos de maturidade digital, workshops, visitas técnicas e suporte especializado para estruturação de projetos. Além disso, o NÉ 4.0 também pretende conectar empresas, instituições de ensino e centros de pesquisa. Dessa forma, a proposta busca criar um ecossistema colaborativo voltado à inovação industrial.

Programa NÉ 4.0 pretende aumentar competitividade da indústria cearense

De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o foco do programa é ampliar a competitividade das empresas cearenses. A iniciativa aposta na incorporação de tecnologias avançadas e na melhoria dos processos produtivos. “Para isso, precisamos aumentar a digitalização, integrar dados, inovar e qualificar o capital humano das nossas indústrias”, afirmou.

A Sudene destaca que a chegada do núcleo ao Ceará representa um avanço na estratégia de regionalização da Nova Indústria Brasil. A política do Governo Federal é voltada à modernização das cadeias produtivas e ao fortalecimento da indústria nacional.

Indústria 4.0 pode impulsionar empregos e renda no Ceará

A secretária-executiva da Indústria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Brígida Miola, relatou que a presença do Ceará em iniciativas ligadas à Indústria 4.0 fortalece a competitividade do estado.

Segundo ela, o projeto reúne governos, setor produtivo e academia. Esse modelo é conhecido como tríplice hélice. “Quando a gente coloca uma indústria 4.0, estamos falando de novas tecnologias dentro do setor industrial cearense. Isso aumenta a competitividade e, consequentemente, gera um aumento da economia, de geração de empregos qualificados e geração de renda”, frisou.

Programa prevê residências tecnológicas em parceria com IFCE e FIEC

O programa também prevê a criação de residências tecnológicas em Indústria 4.0. no sentido de viabilizar aproximar estudantes e pesquisadores do setor produtivo, com objetivo de estimular a inovação aplicada. No campo acadêmico, a iniciativa prevê parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, a competitividade da indústria moderna passa a depender cada vez mais da incorporação de células de tecnologia e inovação. “O grande mérito deste projeto está em compreender que a competitividade da indústria contemporânea não depende apenas de infraestrutura física ou de incentivos tradicionais. Ela depende, cada vez mais, da capacidade de gerar inteligência, incorporar tecnologia e acelerar a inovação dentro das cadeias produtivas”, afirmou.

Ceará passa a integrar estratégia de transformação digital da indústria

Com o lançamento do NÉ 4.0, o Ceará passa a integrar a estratégia de fortalecimento da nova indústria brasileira. Além disso, a iniciativa amplia as ações voltadas à transformação digital, inovação tecnológica e qualificação do setor produtivo.

A proposta da Sudene também prevê integração entre indústria, ensino e pesquisa. Dessa maneira, o programa busca estimular projetos voltados à modernização industrial.

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