As exportações do Brasil somaram US$ 82,3 bilhões entre janeiro e março de 2026, o que representa crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados na última terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mesmo intervalo, as importações alcançaram US$ 68,2 bilhões, enquanto o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 14,2 bilhões.
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Somente em março de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 31,6 bilhões, avanço de 10% frente aos US$ 28,7 bilhões registrados em março de 2025. Já as importações totalizaram US$ 25,2 bilhões, alta de 20,1% sobre o mesmo mês do ano anterior, quando o volume foi de US$ 20,9 bilhões.
Com isso, a corrente de comércio do país, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 56,8 bilhões em março, com expansão de 14,3% na comparação anual. O saldo comercial do mês ficou positivo em US$ 6,4 bilhões, mantendo o superávit da balança mesmo diante do avanço das compras externas.
No acumulado do trimestre, a corrente de comércio brasileira alcançou US$ 150,5 bilhões, alta de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando o indicador havia somado US$ 144,1 bilhões.
Setores em destaque
Entre os segmentos que sustentaram o avanço, a Indústria Extrativa registrou o maior crescimento proporcional em março, com alta de 36,4%, equivalente a US$ 1,96 bilhão adicional frente ao mesmo mês de 2025. Também houve expansão de 1,1% na Agropecuária e de 5,4% na Indústria de Transformação.
No acumulado de janeiro a março, a Indústria Extrativa manteve o melhor desempenho entre os setores exportadores, com crescimento de 22,6%, o que representa acréscimo de US$ 3,83 bilhões. A Agropecuária avançou 2,4%, enquanto a Indústria de Transformação apresentou alta de 2,8% no período.
Pelo lado das importações, o principal avanço em março ocorreu nos produtos da Indústria de Transformação, que cresceram 20,8%, com aumento de US$ 4,02 bilhões. Já no acumulado do ano, o segmento teve expansão de 2,3%, enquanto Agropecuária e Indústria Extrativa registraram retração de 19,9% e 7,4%, respectivamente.
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