O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), maior empresa pública de tecnologia do país e órgão vinculado ao Governo Federal, aderiu a um plano de mercado livre para aquisição de fontes renováveis, no intuito de economizar R$ 23 milhões até 2030.
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Segundo levantamento da entidade, cerca de 60% das emissões de gases de efeito estufa estão ligadas ao consumo de energia elétrica nas regionais. Na mudança para matriz 100% renovável, a expectativa da administração do Serpro é reduzir substancialmente o quadro.
À princípio, o planejamento da execução da proposta é alcançar as regionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, com a implementação do panorama a partir do segundo semestre deste ano, e a expectativa é alcançar nove das principais unidades da estatal.
A empresa Matrix Comercializadora de Energia Elétrica se incumbirá dos procedimentos num contrato estimado de R$ 33 milhões, contabilizando vigência de cinco anos. A líder do projeto estratégico Ser ESG na empresa, Valéria Lemos, considera que o posicionamento institucional neste sentido auxilia na construção de uma economia de baixo carbono, na busca por conciliar tecnologia, gestão pública e sustentabilidade ambiental.
“É fundamental compreender que, por trás de cada sistema tecnológico mantido pelo Serpro, de um portal de governo digital a um banco de dados estratégico, há um consumo significativo de energia. Quando essa energia vem de fontes poluentes, ela contribui para o agravamento da crise climática. Inverter essa lógica é uma decisão ética, política e ambiental”, reforçou Valéria.
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